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Augusto Mateus: “Não é possível continuar a fazer infra-estruturas que não servem para nada”

Economista aponta para gastos excessivos, e sem sustentabilidade, de fundos comunitários ao longo das últimas duas décadas.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 30 de Maio de 2013 às 11:40
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Entre 1989 e 2011, Portugal recebeu 81 mil milhões sob a forma de fundos comunitários e construiu muitas infra-estruturas. “Demasiadas” infra-estruturas, na opinião de Augusto Mateus, que liderou o trabalho realizado para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, “25 Anos de Portugal Europeu. A economia, a sociedade e os fundos estruturais”.

 

“Temos de ter noção que investimento não é despesa. É despesa com retorno. Os problemas não se resolvem com dinheiro, mas com eficiência. Não é possível continuar a fazer infra-estruturas que não servem para nada", nem "aeroportos sem aviões", nem estádios de futebol que, nalguns casos, terão de ser demolidos, nem gastar mais na remodelação da ligação férrea entre Lisboa e Porto do que se gastou na construção do novo aeroporto de Berlim, exemplificou.

 

"Não é possível fazer investimentos sem ter dinheiro para os manter”, frisou o economista que aproveitou as notícias sobre o estado do tempo para gracejar: "felizmente o Verão não vai ser muito quente, caso contrário não haveria dinheiro para abrir metade das piscinas do País”.

 

Augusto Mateus criticou ainda o excesso de endividamento nestes últimos anos. "Não foram só casas. Foram também viagens ao Brasil e televisões fininhas", atirou o economista durante a apresentação do estudo que decorre no Pátio da Galé em Lisboa.

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