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Barroso: “Se não existirem erros políticos” 2014 será o ano “em que viramos a página da crise”

O presidente Comissão Europeia defendeu que o desemprego, em especial o jovem, “continua muito elevado”. Por outro lado, Barroso mostra-se optimista quanto à evolução da crise afirmando que, 2014 pode ser o ano de viragem.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 10 de Janeiro de 2014 às 15:25
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Durão Barroso dá sinais de optimismo quanto à evolução da crise europeia. O presidente da Comissão Europeia, em declarações aos jornalistas na capital da Letónia, Riga, e citadas pelas agências internacionais, defendeu que “se não existirem erros políticos, acredito que este vai ser o ano em que viramos a página da crise”.

 

O responsável indicou ainda que, em Portugal têm surgido “bons sinais” de recuperação, de acordo com a Lusa. Ontem, o Tesouro português foi ao mercado e conseguiu colocar 3,25 mil milhões de euros em dívida pública a cinco anos, aceitando pagar uma taxa de juro de 4,65%. O programa de ajustamento português termina em Maio e, apesar de a maioria dos analistas considerar que Portugal vai precisar de um programa cautelar, o número de especialistas que admite uma saída “limpa”, como a da Irlanda, tem vindo a aumentar.

  

Esta não é a primeira vez, no passado recente, que Barroso mostra-se confiante. No último dia 8 de Janeiro, o presidente da Comissão Europeia, presente em Atenas no âmbito da cerimónia que marcava o arranque oficial da presidência grega da União Europeia, afirmou que, no ano passado registaram-se sinais de melhoria e que 2014 vai ser melhor que os anos anteriores.

 

“Como disse exactamente há um ano, 2013 foi um ano em que a economia começou a melhorar a sua tendência e em que houve uma mudança nas percepções em relação à Europa", afirmou José Manuel Durão Barroso, citado pela Lusa. Nesta ocasião, o responsável aproveitou ainda a oportunidade para sublinhar que 2014 "vai ser mesmo melhor que os anos anteriores".

 

Barroso está, esta sexta-feira, na Letónia para assinalar a entrada do país na Zona Euro. A Letónia entrou para o “clube” da moeda única a 1 de Janeiro de 2014 e é o 18º estado-membro a integrar este grupo.

 

Durante esta declaração aos jornalistas em Riga, o responsável europeu, sublinhou que o “desemprego, especialmente o desemprego jovem, continua muito elevado”.

 

Os dados relativos ao desemprego divulgados esta semana pelo Eurostat mostram que, em Novembro, a taxa de desemprego na área do euro situava-se nos 12,1%.

 

Na Letónia está igualmente Olli Rehn. O vice-presidente da Comissão Europeia  - que discursou também na cerimónia que marca a entrada da Letónia para a Zona Euro – afirmou, de acordo com o discurso presente na página oficial da Comissão Europeia, que “a economia da Letónia demonstrou uma flexibilidade significativa durante o processo de ajustamento [para a entrada no euro], e as autoridades mostraram a sua capacidade de reforçar os elementos chave da sua estrutura política”.

 

(notícia actualizada às 16h14)

 

 

 

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