União Europeia Bruxelas: Corte do 'rating' do MEE pela Moody's é "difícil de compreender"

Bruxelas: Corte do 'rating' do MEE pela Moody's é "difícil de compreender"

A decisão da agência de notação financeira Moody's de baixar o 'rating' do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) é "difícil de compreender" e não considera a estrutura do capital do fundo de apoio permanente da zona euro, afirmou Bruxelas.
Lusa 01 de dezembro de 2012 às 01:02

"A decisão da Moody's é difícil de compreender. Estamos em desacordo com a abordagem da agência, que não considera suficientemente o quadro institucional particularmente sólido do MES, os compromissos políticos e a estrutura do seu capital", disse hoje, em comunicado, o presidente do Mecanismo, Klaus Regling.

"Os 17 Estados-membros da zona euro estão plenamente empenhados no plano político e financeiro com o MEE e com o FEEF e apoiam as duas instituições", garantiu Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, citado no mesmo comunicado.

A Moody's cortou hoje o 'rating' atribuído aos dois fundos de resgate da União Europeia, em um nível cada um, uma decisão que surge depois da queda da nota de França.

Em comunicado hoje emitido, a Moody's afirma que baixou as notas do MEE e do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Nos dois casos, o corte foi de Aaa para Aa1 e as perspetivas são "negativas", o que significa que a agência poderá efetuar novos cortes no curto prazo.

Além da degradação do corte recente da nota de França, para Aa1, a Moody's argumenta esta decisão com a "forte correlação", em termos de risco de crédito, dos principais apoios financeiros dos dois fundos de resgate.

"O risco e a notação do MEE e do FEEF estão estreitamente ligados à dos seus principais apoios", explica a Moody's, referindo que França é o segundo país que mais contribui para os dois fundos.




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