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Cameron garante que não haverá segundo referendo. Decisão de Junho “é final”

O primeiro-ministro do Reino Unido diz que a ideia de realizar um segundo referendo sobre a permanência do país na UE é "absurda" e acusa Boris Johnson de defender o "Brexit" devido às suas ambições pessoais.

David Cameron, presidente do Reino Unido, ocupa o oitavo lugar desta listagem. Reeleito em Maio deste ano, o líder britânico é fã do Twitter – onde tem 834 mil seguidores – e de selfies, escreve a Forbes.
Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2016 às 17:35
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O primeiro-ministro britânico David Cameron garantiu esta segunda-feira, 22 de Fevereiro, que não haverá um segundo referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, pelo que a decisão que os eleitores tomarem na consulta popular de 23 de Junho será "final".

"Esta é uma decisão vital para o futuro do nosso país. E também deve ficar claro que é uma decisão final", afirmou o primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, acrescentando que a ideia de um segundo referendo é "absurda".

"Foi apresentada a ideia de que se o país votasse a favor da saída, poderíamos ter uma segunda renegociação e talvez outro referendo", lembrou Cameron, aludindo às sugestões do mayor de Londres, Boris Johnson, de que a vitória do "Brexit" poderia conduzir a uma nova consulta popular e a maiores cedências por parte de Bruxelas.

Uma ideia rejeitada pelo chefe do Governo britânico, que acusa Boris Johnson de defender a saída do Reino Unido devido às suas próprias ambições pessoais.

"Infelizmente, conheci uma série de casais que deram início ao processo de divórcio. Mas não conheço nenhum casal que tenha dado início ao processo de divórcio com o objectivo de renovar os votos matrimoniais", sinalizou o primeiro-ministro.

Apesar de defender a permanência do Reino Unido na União Europeia, o líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbin criticou o acordo alcançado em Bruxelas entre Cameron e os líderes europeus, que foi "mais do que decepcionante".

"Congratulamo-nos com o facto de a decisão estar agora nas mãos do povo. O Partido Trabalhista é a favor da permanência porque acreditamos que a União Europeia trouxe investimento, emprego e protecção para os trabalhadores, consumidores e meio ambiente", declarou Corbin.

Contudo, o líder partidário considera que o acordo firmado no Conselho Europeu da semana passada "falhou" por não incluir uma resposta aos grandes desafios que o país enfrenta, entre os quais as alterações climáticas, o terrorismo e a crise dos refugiados.

"A realidade é que as negociações não têm sido sobre os desafios que enfrenta o nosso continente, não têm sido sobre os problemas enfrentados pelo povo do Reino Unido. Na verdade tem sido um espectáculo teatral sobre a tentativa de apaziguar metade do próprio partido do primeiro-ministro", acusou Corbin. 

Depois de anunciar o acordo com os líderes europeus para a permanência do Reino Unido na União Europeia, Cameron foi confrontado com a oposição de cinco membros do seu próprio Governo, que depressa se demarcaram do acordo para anunciar que farão campanha a favor do "Brexit". Depois destes foi a vez de Boris Johnson, mayor de Londres, que vai lutar pela saída do país da UE"Vou defender o voto para a saída do Reino Unido da União Europeia no referendo. Não queria ir contra David Cameron mas quero um acordo melhor para as pessoas deste país", afirmou o político no domingo.

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