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Cameron vê fundos de pensões e de saúde em risco com Brexit

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, fala da possibilidade de o financiamento do fundo de pensões e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ficar em risco caso o Reino Unido saia da União Europeia (UE).

17º David Cameron, 306 notícias - Saiu da liderança do Governo britânico depois da derrota no referendo. Só em Junho, mês da vitória do Brexit, o Negócios publicou quase 100 notícias com David Cameron
REUTERS
Lusa 12 de Junho de 2016 às 15:00

"Se sairmos da União Europeia, os peritos independentes e respeitados dizem que em 2020 vamos enfrentar um 'buraco negro' nas nossas finanças públicas de até 40 mil milhões de libras [50,6 mil milhões de euros] e nessas circunstâncias o financiamento futuro do SNS pode estar em risco", disse David Cameron em entrevista ao jornal The Observer.

"A nossa capacidade de isolar e proteger a despesa com a saúde também pode estar em risco", vincou o governante, acrescentando que "essa é a fria realidade de sair da UE, é por isso que os médicos, os enfermeiros e o patrão do SNS, todos dizem que seremos mais fortes e estaremos mais seguros e melhor na UE".

Num artigo de opinião no Sunday Telegraph, Cameron disse também que o Governo teria de rever os benefícios dos pensionistas se o Reino Unido sair da UE, no seguimento da votação do referendo do final deste mês.

"Fizemos um esforço especial para proteger os pensionistas", disse, acrescentando que tudo foi feito "na expectativa de uma economia a crescer, mas se tivermos um grande 'buraco negro', podemos ficar em dificuldades para justificar esta proteção especial daí em diante".

Na verdade, concluiu o governante, "mesmo que o conseguíssemos justificar moralmente, simplesmente não teríamos dinheiro para o fazer, porque as pensões representam uma enorme fatia da despesa pública".

As declarações de David Cameron surgem num momento em que se multiplicam as opiniões sobre as consequências de uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia, uma possibilidade geralmente conhecida como Brexit.

Também hoje, numa entrevista ao jornal alemão Bild, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, considerou que a saída do Reino Unido seria "triste, mas relativamente simples", e que demoraria mais ou menos sete anos.

Segundo o responsável, denunciar todos os laços contratuais entre o Reino Unido e a União Europeia demoraria dois anos, a que é preciso pelo menos mais cinco anos para todos os outros 27 membros da UE assinarem o acordo final.

Os britânicos vão às urnas no dia 23 de Junho para responder à questão sobre se o Reino Unido deve ou não permanecer na União Europeia, com as sondagens a darem margens demasiado curtas para se definir uma tendência de voto.

 

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