União Europeia Carga fiscal em Portugal permanece a meio da tabela europeia

Carga fiscal em Portugal permanece a meio da tabela europeia

O “enorme” aumento de impostos por cá foi o também o maior da União Europeia, mas não provocou alterações significativas na posição de Portugal no ranking europeu. Carga fiscal pesará em 2013 um ponto percentual mais no PIB do que antes da crise financeira.
Carga fiscal em Portugal permanece a meio da tabela europeia
Eva Gaspar 04 de junho de 2013 às 16:15

Portugal permanece na metade inferior da tabela europeia da carga fiscal, na 11ª posição num universo de 27 Estados, mesmo depois de ter voltado a ser o país onde este indicador mais voltou a aumentar em 2013. A explicação reside na circunstância de a maioria dos países da União Europeia ter também subido impostos e/ou contribuições obrigatórias para a Segurança Social em 2013, com destaque para França, que registou a segunda maior subida da carga fiscal. Entre as raras excepções a esta dinâmica estão dois países resgatados: Chipre e Irlanda.

 

As estimativas da Comissão Europeia, actualizadas na sequência das previsões macroeconómicas de Primavera divulgadas no início de Maio, apontam para que a carga fiscal em Portugal suba em 2013 para o equivalente a 36,8% do PIB. Este valor fica quase dois pontos percentuais acima do rácio que registado no ano passado (34,7%) e fica um ponto abaixo do observado em 2007 (35,9%), antes da crise financeira. Em 1977, primeiro ano da série estatística para Portugal, a carga fiscal era de 23% do PIB.

 

Olhando para o panorama europeu, os cálculos de Bruxelas apontam para que o peso das receitas fiscais no PIB deva subir de 39,9% em 2012 para 41% em 2013 quando se avalia a média europeia (UE-27), e agravar-se de 40,6% para 42%no mesmo período, considerando apenas a média dos países do euro.

 

Portugal apresenta um peso das receitas fiscais no PIB superior a dez países europeus, entre os quais estão os três do Báltico (Letónia tem a carga fiscal mais baixa da UE, em 27,3%), a vizinha Espanha (33,7%) e dois outros países resgatados: Grécia (35,6%) e Irlanda. No caso irlandês, a carga fiscal sobre um aumento residual de 26,7% para 27%, entre 2012 e 2013, mas esta tem vindo a descer acentuadamente: era de 29,9% em 2011 e antes da crise, em 2007, o rácio elevava-se a 34,7%.

 

Chipre, tendo uma carga fiscal superior à portuguesa, deverá sofrer uma redução da carga fiscal em 2013,  de 34,7% para 33,2% do PIB.

 

À frente do ranking europeu prossegue a Dinamarca, que reforçou em 2013 a sua tradicional liderança, com o peso dos impostos e contribuições obrigatórias a representa agora metade do respectivo PIB (50,1%). Entre as maiores subidas destaca-se França: a carga fiscal passou de 46,7% para 48% do PIB, sendo o segundo país da Europa onde a factura fiscal mais pesa, já bem à frente da Suécia (44,5%).




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