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"Como alguém que dedicou a vida ao serviço público,…". A carta de Barroso a Juncker

Durão Barroso assegura, na carta dirigida ao actual presidente da Comissão Europeia, que não vai aconselhar o Goldman Sachs em relação ao Brexit. Nem fazer lobby em nome do banco. São oito parágrados de carta.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Setembro de 2016 às 20:59
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"Como alguém que dedicou a sua vida a uma carreira no serviço público, incluindo 12 anos no governo português, dois anos dos quais como primeiro-ministro, e dez anos como presidente da Comissão, sei muito bem quais são as minhas responsabilidades para com as instituições europeias e, naturalmente, mantenho o meu compromisso para actuar com integridade e reserva".


Este é um dos oito parágrafos da missiva que José Manuel Durão Barroso dirige a Jean-Claude Juncker e que foi avançada na tarde desta terça-feira, 13 de Setembro, pelo Financial Times e a que o Negócios também teve acesso.

 

É nesta carta que o ex-primeiro-ministro defende que a sua nomeação como presidente da administração da Goldman Sachs International não ofende nenhuma regra ou ética comunitária. Aliás, Barroso diz mesmo que só ao fim de 20 meses após a saída da presidência da Comissão Europeia é que aceitou o cargo – superior aos 18 meses de "período de nojo" instituídos. Neste campo, o português faz uma ressalva: esse período era, anteriormente, de 12 meses e foi na sua presidência que foi estendido para 18 meses. Foi presidente da Comissão entre 2004 e 2014. 

 

Barroso também sublinha, na carta, que não irá fazer lobby (defesa de interesses) em nome do banco. Da mesma forma, e contrariando notícias nesse sentido, o antigo responsável pelo braço executivo da União Europeia assegura que não vai ter um papel no aconselhamento ao Brexit. É nesse sentido que defende que as acusações contra si são "infundadas e totalmente imerecidas".

 

Leia aqui toda a carta enviada por Durão Barroso. 

 

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