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Costa reitera que refugiados podem trabalhar nas florestas portuguesas

O líder do PS tem defendido a ideia de que há uma "oportunidade" em Portugal para os refugiados, nomeadamente na limpeza de florestas. Com críticas à posição do Governo e da Europa, António Costa pede acção.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Setembro de 2015 às 17:59
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Há florestas em Portugal a precisarem de manutenção. E há refugiados à procura de uma oportunidade. António Costa junta as duas ideias e acredita que quem está a fugir dos seus países, em África, poderá encontrar emprego nas florestas e pinhais nacionais.

 

"Quando vejo o estado em que está a nossa floresta e em que vejo os proprietários e os autarcas da zona de pinhal a queixarem-se da falta de mão-de-obra para manutenção de pinhal, eu vejo: mas está aqui tanta população, que está habituada a trabalho agrícola, que tem capacidade para trabalhar nesta floresta. Porque é que não criamos aqui uma grande oportunidade de recuperar património abandonado, de criar uma nova oportunidade de vida para estas pessoas", assinalou o candidato a primeiro-ministro pelo Partido Socialista para as eleições.

 

A sugestão foi feita num encontro sobre políticas sociais, que se realizou esta quinta-feira, 3 de Setembro, em Alverca, como mostra a RTP. A ideia de os refugiados de países como a Síria poderem vir a combater a desertificação de áreas do interior tinha sido já defendida por António Costa, quando respondeu a perguntas de cidadãos, numa iniciativa do partido. "Não é um problema, é antes uma oportunidade", sinalizou a semana passada.

 

Na SIC Notícias, a 17 de Agosto, já tinha feito a mesma ligação: "nós, entre os refugiados, teríamos muitos que seriam capazes de fazer render a nossa floresta".

 

Costa tem defendido que a Europa tem de receber os refugiados, já que é uma "terra de acolhimento". Na opinião do secretário-geral do PS, há uma diferença considerável entre África e Europa que torna difícil travar a fuga de cidadãos africanos para a Europa.

 

"É preciso perceber que a vontade de muitos destes refugiados é uma vontade imparável. Essa ideia de que vamos conseguir travar os refugiados, construindo muros, é errada e mais é uma ideia indigna da Europa", comentou esta quinta-feira António Costa, citado pela Lusa.


A agência de informação também relata que o líder do maior partido da oposição criticou a postura do Governo: "Portugal não tem de ir só à Europa negociar a sua dívida ou as transferências de fundos. Há coisas que Portugal também pode oferecer à Europa, até porque é um dos países menos solicitados pelos refugiados", acrescentou. 

 

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