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Dijsselbloem: "As opções de política monetária do BCE atingiram o limite"

O presidente do Eurogrupo defende que para que as medidas do banco central tenham o impacto desejado é preciso que os países implementem reformas estruturais. E avisa: "As opções de política monetária que o BCE pode tomar atingiram o limite."

Bloomberg
Negócios 10 de Setembro de 2014 às 17:07
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"As opções de política monetária que o BCE pode tomar atingiram o limite", afirmou Jeroen Dijsselbloem esta quarta-feira, 10 de Setembro, perante os deputados holandeses, citado pela Bloomberg.

 

"Todas as medidas que o BCE tomar não são suficientes a não ser que os países tomem eles próprios medidas", sublinhou o responsável.

 

"As medidas que o BCE tomar, com inflação baixa e o euro caro, percebo e posso defender. Mas estas decisões não terão um impacto permanente se os países não levarem a cabo as reformas estruturas que se espera", acrescentou.

 

E deixou críticas a França, considerando que o país "está longe", considerando ser "essencial para França e Itália" que estes países "alcancem as reformas estruturais". "Os dois anos adicionais que França recebeu da Comissão estão perto do fim", referindo-se ao primeiro pedido de tempo por parte de Paris para atingir a meta de 3% de défice face ao produto interno bruto (PIB). Recorde-se que França tinha pedido um alargamento do prazo para cumprir a meta do défice. O período foi alargado até 2015.

 

Entretanto, esta quarta-feira, o ministro das Finanças francês, Michel Sapin, reconheceu que França não vai cumprir as metas do défice até 2017. Este ano, o défice orçamental vai mesmo aumentar, pela primeira vez em cinco anos. A segunda maior economia da Europa deverá fechar o ano com um défice de 4,4% do PIB, o que compara com 4,3% no final de 2013, anunciou Sapin, citado pela Bloomberg.

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