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Dijsselbloem diz que se "justifica" pedido de sanções a Portugal

O ministro holandês disse que não espera que haja uma maioria de ministros das Finanças na reunião do Ecofin, na próxima terça-feira, a votar contra a aplicação de sanções a Portugal e a Espanha.

Negócios 08 de Julho de 2016 às 17:14
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O presidente do Eurogrupo considerou esta sexta-feira, 8 de Julho, que a constatação da Comissão Europeia sobre a não correcção do défice excessivo em Portugal e Espanha, que pode levar à aplicação de sanções nos dois países, se "justifica".

Em declarações aos jornalistas em Haia, citadas pela Bloomberg, Jeroen Dijsselbloem - que é também ministro das Finanças da Holanda - não quis no entanto detalhar qual o valor a que podem ascender eventuais penalizações monetárias a Portugal, mas foi dizendo que não espera que haja uma maioria de ministros das Finanças na reunião do Ecofin, na próxima terça-feira, a votar contra a aplicação de sanções. 

Já esta quinta-feira, antes de ser conhecido o veredicto de Bruxelas em relação a Portugal, Dijsselbloem defendia o respeito pelas regras orçamentais no espaço comunitário. "Temos de mostrar que nos levamos a sério em temas orçamentais", afirmou aos deputados holandeses, citado também pela Bloomberg.

"Às vezes existem motivos para flexibilidade, mas outras vezes os factos falam por eles próprios", acrescentou.

A Comissão Europeia formalizou esta quinta-feira o entendimento de que, tanto Portugal como Espanha, falharam em reduzir o défice das contas públicas para um nível abaixo dos 3%, uma consideração que será submetida à análise dos ministros das Finanças dos 28 (Ecofin) na próxima terça-feira. 

Em face dessa análise, que Dijsselbloem espera que seja favorável à continuação do processo, o Governo tem de apresentar argumentos contra a aplicação de sanções no prazo de dez dias e a Comissão Europeia tem 20 dias para propor as medidas de censura ao país.

Pierre Moscovici, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, admitiu a possibilidade de a Comissão vir a propor "sanções zero", em função do que vier a ser a avaliação sobre os actuais progressos feitos no país para controlar as contas. 


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