União Europeia Director da Câmara do Comércio Britânica demite-se para defender o "Brexit"

Director da Câmara do Comércio Britânica demite-se para defender o "Brexit"

John Longworth demitiu-se do cargo de director-geral da Câmara do Comércio Britânica depois de ter sido suspenso devido à sua posição favorável ao "Brexit". Fontes próximas de Longworth disseram à imprensa que foi o Governo de Cameron que forçou a sua saída.
Director da Câmara do Comércio Britânica demite-se para defender o "Brexit"
Rita Faria 07 de março de 2016 às 10:53

O director-geral da Câmara do Comércio Britânica, John Longworth, demitiu-se do cargo este domingo, depois de ter sido suspenso devido à incompatibilidade entre a postura neutra do grupo sobre o referendo do próximo dia 23 de Junho e a sua posição favorável à saída do Reino Unido da União Europeia.

 

Depois do anúncio da sua demissão, Longworth criticou o primeiro-ministro David Cameron, que argumenta que a segurança nacional e a estabilidade económica do Reino Unido ficarão em risco, se o país decidir abandonar o bloco dos 28.  

 

"É altamente irresponsável da parte do governo andar a vender esta hipérbole", referiu Longworth, em entrevista ao jornal Daily Telegraph, citada pela Reuters. "Se o governo continuar a propagar a ideia de que a saída será um desastre – que, na verdade, não será – vão colocar o país numa posição em que será penalizado se o fizer".

 

A presidente da Câmara do Comércio Britânica, Nora Senior, anunciou a renúncia de Longworth ao cargo de director-geral dizendo que as suas opiniões pessoais sobre o referendo eram "susceptíveis de criar confusão sobre a posição neutra da Câmara do Comércio".  

 

Segundo a Reuters, o Sunday Telegraph já havia citado um amigo de Longworth garantindo que o gabinete do primeiro-ministro David Cameron fez pressão sobre o grupo para suspender o agora ex-director. Uma informação que tem levado vários defensores do "Brexit" a acusarem o governo britânico de tentar silenciar os defensores da saída do Reino Unido da UE.

 

Boris Johnson, o mayor de Londres que se dissociou da posição do primeiro-ministro logo após o acordo alcançado em Bruxelas com os líderes europeus, diz que é "escandaloso" que Longworth tenha sido forçado a afastar-se do cargo devido às suas opiniões pessoais. Na mesma linha, o ex-secretário da Defesa Liam Fox considerou "inapropriado" usar o aparelho do Estado" para exercer pressão sobre aqueles que expressão os seus pontos de vista.

 

Contudo, Longworth garantiu ao The Guardian que a sua decisão foi voluntária. "A decisão de abandonar o cargo foi minha, para que possa dedicar o meu tempo a falar livremente sobre o referendo", assegurou. "Foi uma escolha minha, foi voluntária".

 

Também a presidente da Câmara do Comércio insistiu que "nenhum político ou grupo de interesses" teve qualquer influência sobre a decisão inicial do conselho de suspender Longworth nem na sua posterior demissão. 




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