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Durão Barroso diz que sucesso do programa vai restaurar viabilidade da economia cipriota

O presidente da Comissão Europeia afirmou hoje estar confiante no sucesso do programa de resgate a Chipre, argumentando que permitirá restaurar a viabilidade da economia cipriota, mas afirmou ser cedo para estimar impactos macroeconómicos.

Lusa 25 de Março de 2013 às 12:56
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Numa declaração feita hoje, em Bruxelas, José Manuel Durão Barroso disse que, se o programa de resgate acordado esta madrugada pelos ministros das Finanças da zona euro for "devidamente aplicado", vai "restaurar a viabilidade da economia cipriota".

 

O presidente da Comissão Europeia mostrou-se confiante no sucesso do programa, no valor de 10 mil milhões de euros, e anunciou a criação de um grupo de trabalho ('task force') que vai dar apoio às autoridades cipriotas.

 

"Estou confiante de que o programa vai resultar, mas, vamos ser honestos. Neste momento, não podemos dizer exactamente qual será o impacto", disse Durão Barroso, quando questionado sobre os eventuais impactos das medidas acordadas na última madrugada.

 

No que respeita à 'task-force', o presidente do executivo comunitário explicou que trabalhará em Bruxelas, contando com uma equipa em Nicósia, e que será coordenada pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.

 

"O seu trabalho está focado na competitividade, no emprego e no crescimento", disse Durão Barroso, acrescentando que o grupo de trabalho apresentará à Comissão Europeia e às autoridades cipriotas relatórios trimestrais sobre a evolução do programa.

 

O presidente da Comissão Europeia fez ainda um apelo a Chipre e aos 27: "Apelo a Chipre para que mostre unidade e responsabilidade na concretização do acordo e apelo a todos os Estados-membros da União Europeia para que mostrem solidariedade para com um país que está a enfrentar desafios excepcionais".

 

A zona euro decidiu esta madrugada proteger os pequenos depositantes cipriotas com a liquidação do banco Laiki e a restruturação do Banco de Chipre, mas vai impor cortes aos grandes depósitos, os quais estão ainda por definir, anunciou o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, no final da reunião dos ministros das Finanças da zona euro, que decorreu em Bruxelas.

 

"O corte para o Banco de Chipre terá de ser fixado nas próximas semanas pelas autoridades cipriotas e pela troika", formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), precisou Dijsselbloem.

 

O Presidente cipriota, Nicos Anastasiades, afirmou estar "satisfeito" com o resultado das negociações, que se arrastaram durante quase 12 horas.

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