União Europeia Economia britânica cresce o esperado mas saída da UE pode levar à recessão

Economia britânica cresce o esperado mas saída da UE pode levar à recessão

O produto interno bruto do Reino Unido avançou 0,5% no quarto trimestre, tal como o estimado anteriormente. Contudo, uma sondagem da Bloomberg adianta que a saída da União Europeia triplica a possibilidade de recessão futura.
Economia britânica cresce o esperado mas saída da UE pode levar à recessão
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 25 de fevereiro de 2016 às 10:13

Não houve qualquer revisão em baixa: a economia do Reino Unido cresceu, nos últimos três meses do ano, os 0,5% inicialmente estimados. Em todo o ano de 2015, o aumento do produto interno bruto (PIB) foi de 2,2%, ainda que abaixo do ano anterior. Mas, no mesmo dia em que foi revelada a segunda estimativa de crescimento da economia britânica, uma sondagem da Bloomberg avança com o possível impacto negativo de uma saída da ilha da União Europeia.

 

O instituto de estatística britânico (ONS, na sigla original) manteve a estimativa de crescimento de 0,5% do PIB no quarto trimestre, face ao trimestre anterior (1,9% em termos homólogos), tal como a primeira estimativa e em linha com o esperado pelos economistas.

 

Em todo o ano, o avanço do PIB foi de 2,2%, ainda que abaixo do valor registado em 2014, quando a economia britânica cresceu 2,9%. Em termos gerais, o PIB do Reino Unido tem crescido desde a recessão económica global de 2008 e 2009, ainda que a um ritmo mais baixo do que no início da década, como refere o instituto.

 

O ONS revelou também que o investimento feito pelas empresas contraiu 2,1% no último trimestre do ano, sendo que, de acordo com o The Guardian, é a queda mais pronunciada em dois anos.

 

Antes de divulgada a manutenção das estimativas de crescimento do Reino Unido no ano passado, foi revelada uma sondagem da Bloomberg que conclui que a probabilidade de uma recessão aumenta para 40% se houver uma resposta positiva dos eleitores no referendo para a saída da União Europeia. Na última sondagem feita pela agência, a probabilidade de uma recessão, na óptica dos economistas, situava-se em 13%. Triplica, assim, a expectativa de a economia contrair com base numa saída da UE. Nos últimos meses de 2015, a percentagem estava praticamente sempre abaixo de 10%.


Chris Hare, economista na Investec, lança algumas explicações à Bloomberg: "volatilidade nos mercados financeiros, possivelmente um aperto nas condições de crédito a conceder no Reino Unido, impacto na confiança das empresas e dos consumidores". "Todas as coisas juntas levam à queda da economia".


No início do mês, o Banco de Inglaterra reviu em baixa das perspectivas de expansão económica no país, de 2,5% para 2,2%, optando por manter os juros baixos na sequência dessa expectativa. 
 

Na semana passada, o Reino Unido conseguiu acordar novas condições na sua relação com a União Europeia, de forma a que o primeiro-ministro David Cameron tivesse argumentos para defender, no referendo de Junho, a manutenção do Reino Unido no espaço comunitário.  




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