União Europeia Fitch: "Brexit" pode levar a juros mais altos em países como Portugal

Fitch: "Brexit" pode levar a juros mais altos em países como Portugal

A saída do Reino Unido pode produzir um impacto negativo nas demais economias europeias. A curto prazo, Irlanda e Malta estão na linha da frente; a médio poderão estar países como Espanha e Portugal.
Fitch: "Brexit" pode levar a juros mais altos em países como Portugal
Bloomberg
Negócios 16 de maio de 2016 às 18:42

Caso o Reino Unido opte pela saída da União Europeia, na sequência do referendo marcado para 23 de Junho, será o próprio país quem mais ficará a perder. Mas o prejuízo económico será igualmente "palpável" para outros parceiros europeus, sendo Irlanda, Malta, Bélgica, Holanda, Chipre e Luxemburgo os que potencialmente mais sofrerão através da redução da capacidade de penetração das suas exportações que, nos casos destes seis países, representam mais de 6% dos respectivos PIB.

Há, porém, uma outra linha de contágio que pode penalizar, em particular, os países da periferia, onde se encaixam Portugal ou Espanha, escreve a agência de "rating" Fitch. Essa linha de contágio chama-se juros da dívida pública,  que tenderão a agravar-se caso uma eventual saída do Reino Unido leve outros países a ponderar o mesmo caminho (eventualidade mais provável na Holanda e da Finlândia, onde a convocação de referendos está a ser apoiada por facções importantes dos seus parlamentos) ou reabra o debate sobre a independência da Escócia (maioritariamente a favor da manutenção na UE) dando trunfos ao debate independentista que se trava na Catalunha.  

 

"O receio de outros países saírem (da União Europeia) poderá ampliar os ‘spreads’ aplicados aos títulos de dívida emitidos pelo países ‘periféricos’, o que aumentará potencialmente os custos da dívida, tornando mais desafiante a redução dos rácios de endividamento".

Num relatório divulgado nesta segunda-feira, 16 de Maio, a Fitch admite, assim, que "acções negativas [sobre os 'ratings' soberanos] se tornarão mais prováveis no médio prazo se o impacto económico for severo ou se significativos riscos políticos se materializarem".


Dentro de um mês e meio, os britânicos vão decidir se ficam ou saem da UE. As sondagens continuam a revelar um quase empate nas intenções de voto.




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