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Fitch mantém dívida do Reino Unido classificada com segunda nota mais elevada

O "rating" do Reino Unido deverá continuar em "AA+" nos próximos meses, tendo em conta que a perspectiva é "estável". O crescimento do PIB justifica a decisão. O défice elevado impede a atribuição da notação máxima.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Junho de 2014 às 15:53
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A Fitch continua a avaliar a dívida do Reino Unido com o segundo nível de investimento mais elevado. A notação de "AA+" deverá manter-se nos próximos meses, tendo em conta que a perspectiva é "estável".

 

"Desde a nossa última revisão, em Dezembro de 2013, a economia britânica continuou a verificar tendências macroeconómicas favoráveis, incluindo um forte crescimento do produto interno bruto, queda do desemprego e inflação perto do objectivo de 2%", indica a agência de notação financeira Fitch no comunicado emitido esta sexta-feira 13 de Junho, onde prevê um crescimento de 3% para a economia do Reino Unido em 2014.

 

O orçamento do Estado para o presente ano, adoptado em Março, mantém-se em linha com o percurso de consolidação orçamental assumido pelo Governo de David Cameron (na foto). O défice deverá representar, em 2014 e 2015, 5% do produto interno bruto. "Embora o fortalecimento da recuperação económica ajude os esforços de consolidação orçamental, o défice orçamental continua elevado comparativamente com a média de um excedente de 1,5% dos restantes países classificados com ‘AA’".

 

A redução continuada de défices orçamentais poderá conduzir a uma subida do "rating" no futuro ainda que, por agora, a perspectiva seja estável. Contudo, é a economia que pode ditar mais alterações: tanto para uma subida como para a descida da actual classificação de risco da dívida consoante a evolução. 

 

Um factor que a Fitch avança com possibilidade de ter um impacto negativo na notação financeira britânica é um eventual sim no referendo à independência da Escócia, algo que já tinha afirmado em Abril.

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