União Europeia Governo de Merkel vai obrigar refugiados a integrarem-se e a aprenderem alemão

Governo de Merkel vai obrigar refugiados a integrarem-se e a aprenderem alemão

O Executivo de Angela Merkel está a preparar uma nova legislação que fará depender a autorização de residência da aprendizagem do idioma germânico e da integração na sociedade.
Governo de Merkel vai obrigar refugiados a integrarem-se e a aprenderem alemão
Reuters
Rita Faria 28 de março de 2016 às 16:19

O Governo da chanceler Angela Merkel está a preparar uma nova legislação que vai exigir que os refugiados aprendam a língua alemã e se integrem na sociedade, sob pena de perderem a autorização de residência permanente.

 

A informação foi avançada esta segunda-feira, 28 de Março, pelo ministro do Interior Thomas de Maizière, que espera que, em troca de aulas de alemão, benefícios sociais e habitação, os recém-chegados ao país façam um esforço para se integrarem.

 

"Para aqueles que se recusem a aprender alemão, para aqueles que se recusem a permitir que os seus parentes se integrem - mulheres ou crianças do sexo feminino, exemplo - para aqueles que rejeitem ofertas de emprego: para esses, não pode haver uma autorização de residência ilimitada após três anos", referiu o ministro, citado pela Reuters.

 

De Maizière, que pertence ao partido conservador de Merkel, acrescentou que pretende estabelecer "uma ligação entre integração bem-sucedida e a duração da autorização que uma pessoa tem para ficar na Alemanha".

 

O vice-chanceler da Alemanha, Sigmar Gabriel, já aplaudiu a nova legislação, que está prevista para Maio. "Não devemos simplesmente apoiar a integração, devemos exigi-la", sublinhou o responsável em declarações ao jornal Bild.

 

Segundo dados revelados pelo ministro do Interior, cerca de 100 mil refugiados entraram na Alemanha nos primeiros três meses deste ano, juntando-se aos cerca de um milhão que cruzaram as fronteiras germânicas no ano passado.

 

Nas eleições regionais de 13 de Março, a crise dos refugiados penalizou os resultados do partido de Merkel – que ficou em segundo lugar em Bade-Württemberg e na Renânia-Palatinado – e deu votos ao partido anti-imigração, o AfD (Alternativa para a Alemanha). 




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