União Europeia Hollande defende criação de governo permanente e dívida comum para a Zona Euro

Hollande defende criação de governo permanente e dívida comum para a Zona Euro

O presidente de França considera que deve ser criado um Governo económico na zona comunitária, com orçamento próprio, direito à emissão de dívida, um sistema fiscal harmonizado e um presidente a tempo inteiro.
A carregar o vídeo ...
Inês Balreira 16 de maio de 2013 às 17:56

A propósito do seu primeiro ano de mandato como presidente de França, François Hollande defendeu a criação de um Governo económico permanente para a Zona Euro, proposta que o socialista francês gostaria de ver concretizada no prazo de dois anos. 

 

“A minha iniciativa assenta em quatro pontos, que irei colocar aos parceiros europeus. A primeira é a criação de um governo económico formado por representantes dos países da Zona Euro, que se deve reunir todos os meses, liderado por um presidente a tempo integral, nomeado para tal cargo”, afirmou Hollande, de acordo com a Reuters.

 

Segundo Hollande, este Governo de cariz económico terá como objectivos o “debate das principais decisões políticas e económicas a serem tomadas pelos Estados-Membros”, “harmonizar a política fiscal”, bem como iniciar um “combate à fraude fiscal”.

 

Este Governo que François Hollande pretende que seja criado deve ter orçamento próprio, comum para a zona comunitária, como a possibilidade “gradual” de emitir dívida.

 

Da proposta do presidente de França constam ainda medidas para combater o desemprego jovem na União Europeia (UE), principalmente no sul da Europa, e a criação de um comité energético europeu para coordenar a transição do uso de energias convencionais para fontes de energia renováveis.

 

Hollande afirmou ainda que era “paradoxal” que a Europa seja considerada como “um doente em declínio” e um “continente em dúvida”. “É minha responsabilidade como líder de um membro fundador da UE tentar tirar a Europa do torpor que dela se apoderou”, sublinhou o presidente francês.

 

Porém, a proposta de Hollande deverá encontrar resistência por parte da Alemanha, que se opõe à mutualização da dívida entre os Estados-Membros e tem-se mostrado relutante na constituição de um secretariado próprio para a UE, que pode levar a novas divisões no seio da zona comum.

 

A proposta pode ainda encontrar resistência por parte do Reino Unido, onde as pressões internas são cada vez maiores para que o Executivo de David Cameron conduza um referendo sobre a saída da região.


(Notícia actualizada às 18h23 com mais informação)




pub

Marketing Automation certified by E-GOI