União Europeia Juncker e Sassoli criticam nomes "bizarros" de pastas da nova Comissão Europeia

Juncker e Sassoli criticam nomes "bizarros" de pastas da nova Comissão Europeia

Para o presidente do Parlamento Europeu há nomes "ligeiramente originais e bizarros" e para o ainda líder da Comissão Europeia a nomenclatura da comissão para a Proteção do Modo de Vida Europeu dá a entender que o acolhimento de migrantes é contrário aos valores da UE.
Juncker e Sassoli criticam nomes "bizarros" de pastas da nova Comissão Europeia
EPA
David Santiago 12 de setembro de 2019 às 15:46

Depois da surpresa (alguma) indignação. Tanto o ainda presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, como o recém-eleito líder do Parlamento Europeu, David Sassoli, criticam os nomes atribuídos a algumas das pastas da futura Comissão Europeia que será liderada pela já presidente designada Ursula von der Leyen.  

São sobretudo os nomes atribuídos a duas pastas que causam maior surpresa: Proteção do Modo de Vida Europeu, a cargo do vice-presidente Margaritis Schinas, e a vice-presidência executiva atribuída a Valdis Dombrovskis que terá a responsabilidade de trabalhar para Uma Economia que Funcione para Todos.

Em declarações feitas aos jornalistas na manhã desta quinta-feira, 12 de setembro, e citada pelo Politico, Sassoli descreve aqueles e outros nomes como "ligeiramente originais e bizarros". O italiano revelou que tem marcada uma reunião com Von der Leyen para a próxima semana, altura em que espera ouvir da alemã a explicação para os nomes escolhidos.

"Imagino que dada a possível pressa de atribuir nomes àquelas pastas tenha havido alguma leveza o que é indicado pelos nomes que são ligeiramente originais e bizarros".

David Sassoli lamentou a ausência de designações como "imigração", "cultura" ou "investigação", questões "muito importantes". Falando sobre a pasta destinada à búlgara Mariya Gabriel (Inovação e Juventude), o italiano defendeu que não chega falar em inovação e juventude quando se trata de uma pasta que tutela também a cultura e a investigação.

Já o presidente cessante da Comissão criticou abertamente o nome da pasta a cargo do grego Margaritis Schinas, que no entender de Juncker dá a entender que o acolhimento de migrantes e refugiados é contrário aos valores da União Europeia.

"Não gosto da ideia de que o modo de vida europeu se opõe à migração. Aceitar aqueles que vêm de longe faz parte da maneira de viver europeia", disse à Euronews.

Juncker disse mesmo que a pasta a cargo de Schinas, que foi seu porta-voz ao longo dos últimos cinco anos, não corresponde aos valores preconizados pelo próprio grego. "Considero que [o nome] terá de ser alterado."

O presidente da Comissão voltou ainda a criticar a forma como decorreu o procedimento para a designação da alemã Von der Leyen como líder da próxima Comissão Europeia, que para o luxemburguês não foi muito transparente e que não permitiu ao Parlamento Europeu "desempenhar o seu papel".

Logo após, ao final da manhã de terça-feira, Ursula von der Leyen ter dado a conhecer as pastas e respetivas designações atribuídas a cada um dos elementos que deverão integrar o próximo colégio europeu (a futura Comissão tem ainda de ser aprovada pelo Parlamento Europeu), surgiram críticas da parte de deputados das diversas famílias políticas europeias.




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