União Europeia Liberais e socialistas sinalizam apoio a von der Leyen. Voto será ao final da tarde

Liberais e socialistas sinalizam apoio a von der Leyen. Voto será ao final da tarde

A receção ao discurso de Ursula von der Leyen no Parlamento Europeu foi positivo entre os grupos europeístas. Tanto os socialistas como os liberais sinalizam voto a favor. A votação decorre às 17h (hora de Lisboa).
Liberais e socialistas sinalizam apoio a von der Leyen. Voto será ao final da tarde
Reuters
Tiago Varzim 16 de julho de 2019 às 10:15
Perante o Parlamento Europeu, o discurso desta terça-feira, 16 de julho, de Ursula von der Leyen, a nomeada pelo Conselho Europeu (que reúne os chefes de Estado dos 28 países) para presidente da Comissão Europeia, foi bem recebido pelos socialistas e pelos liberais, dois grupos parlamentares essenciais para que a votação que se realiza às 17h aprove a alemã.

A ministra da Defesa alemã - que prometeu demitir-se do cargo amanhã - já tinha deixado várias orientações políticas sobre o que defende em cartas enviadas a esses dois grupos ontem. As promessas vão da tributação das gigantes tecnológicas a um novo pacto para as migrações e o asilo, um mecanismo que faça o acompanhamento e monitorização do estado de direito, e ainda a igualdade de género no executivo comunitário e nos cargos de gestão da Comissão.  

Hoje foi mais além em alguns matérias (discurso completo aqui), como é o caso do ambiente: von der Leyen prometeu que nos primeiros 100 dias de mandato vai propor um "Green Deal", o que seria a "primeira lei europeia sobre o clima de sempre". A par dos investimentos públicos e privados, mas sempre verdes, que quer estimular, também sugere a criação de um fundo de transição para quem for afetado por essa transformação. Acresce que quer persuadir os Estados-membros a comprometerem-se com uma redução de 55% das emissões de dióxido de carbono até 2030, tornando a União Europeia "neutra" a nível de emissões poluentes em 2050.
Para já, Ursula von der Leyen tem garantido o apoio do seu grupo parlamentar, o Partido Popular Europeu (PSD e CDS), que venceu as eleições europeias em maio. Garantida também já está a oposição dos Verdes (PAN) e do GUE/NGL (BE e PCP) à sua nomeação. Ska Keller, uma das líderes dos Verdes, afirmou no Twitter que gostou do discurso da candidata, mas criticou a falta de propostas concretas além das palavras "bonitas". 

A dúvida agora recai sobre o apoio dos Socialistas & Democratas (PS) e dos liberais (Renew Europe). Para já, a reação dos líderes desses grupos parlamentares dão a entender que von der Leyen sairá vitoriosa da votação desta tarde. Em conjunto, o PEE, o S&D e os liberais têm 444 eurodeputados num total de 751, o que garante a aprovação (no mínimo são precisos 376 votos). Contudo, é de contar com algumas dissidências, nomeadamente os socialistas alemães (SPD) que não aprovam a ministra alemã. Já os socialistas portugueses e espanhóis deverão votar a favor dada a aprovação já anunciada por Pedro Sanchez e António Costa.

Após o discurso da nomeada, Iratxe Garcia Pérez, a líder dos socialistas no Parlamento Europeu, afirmou que o seu grupo irá tomar uma decisão esta tarde "com responsbailidade", mas admitiu que a carta foi "num bom caminho", apesar de querer algo "mais concreto". "Não queremos uma crise institucional... Os socialistas pensarão naquilo que é o melhor para a Europa" no momento do voto, acrescentou. Já Dacian Ciolos, líder dos liberais, desejou que a sua nomeação fosse confirmada, após ter elogiado as garantias deixadas na carta. O resultado da votação deverá ser divulgado às 18h30. Caso Ursula von der Leyen não consiga a aprovação, o Conselho Europeu terá de apresentar um novo nome até 30 dias depois. O próximo executivo comunitário deverá entrar em funções a 1 de novembro.



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