União Europeia Líderes do G7 dizem que "Brexit" seria "grave risco para o crescimento"

Líderes do G7 dizem que "Brexit" seria "grave risco para o crescimento"

Apesar de o tema não constar da agenda oficial da reunião no Japão, os líderes das potências mundiais fizeram questão de defender que o lugar de Londres é no seio da União Europeia.
Líderes do G7 dizem que "Brexit" seria "grave risco para o crescimento"
Negócios com Lusa 27 de maio de 2016 às 07:31

Os líderes dos países do G7 afirmaram esta sexta-feira, 27 de Maio, que a eventual saída da Grã-Bretanha da União Europeia poderia ter consequências económicas desastrosas e representaria um "grave risco para o crescimento".

 

"A saída da Grã-Bretanha da União Europeia iria inverter a tendência para o aumento do comércio e investimento global, e os empregos que estes geram, e representa um grave risco para o crescimento", afirmaram na declaração emitida no final da cimeira no Japão, de cuja agenda oficial o tema não faria parte. 

"Não foi assunto de discussão. Mas há o sinal de todos os que aqui têm assento de que querem que o Reino Unido permaneça na UE. (...) Mas a decisão cabe aos eleitores britânicos", disse a chanceler alemã Angela Merkel aos jornalistas à margem da reunião. 

A possível saída do Reino Unido do espaço da União tem sido referida como um dos fenómenos não económicos que pode ter impacto no curso da economia, como o terrorismo e a crise dos refugiados, refere a Reuters. O Fundo Monetário Internacional e o Banco de Inglaterra já avisaram entretanto para os riscos da auto-exclusão, tal como a OCDE.

 

Os britânicos vão decidir se a Grã-Bretanha permanece como membro da União Europeia num referendo, a realizar a 23 de Junho. As mais recentes sondagens dão conta de que a manutenção do Reino Unido na UE está à frente nas intenções de voto. 
 

Adoptado plano contra o terrorismo

 

Os líderes do G7 adoptaram ainda um plano de acção para combater o terrorismo, que inclui o aumento da troca de informações dos serviços secretos e da cooperação na área da segurança nas fronteiras.

 

O grupo dos sete decidiu assim fazer frente ao "preocupante aumento do número de ataques terroristas, especialmente àqueles perpetrados em lugares vulneráveis por causa do seu acesso aberto ou barreiras de segurança limitadas", refere a declaração adoptada na cimeira de Ise-Shima (Japão).

 

Perante esta "ameaça urgente à segurança global", os líderes do G7 pedem "a realização de mais esforços coordenados e a nível colectivo", que além das autoridades nacionais incluam o sector privado, organizações civis e a sociedade como um todo, refere o texto.

 

Os chefes de Estado ou de Governo dos Estados Unidos, de França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão estiveram reunidos dois dias em Ise-Shima, no centro do Japão.




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