União Europeia Marcelo: Eleições europeias são “uma sondagem fundamental” para as legislativas de 2015

Marcelo: Eleições europeias são “uma sondagem fundamental” para as legislativas de 2015

O comentador da TVI acredita que o Congresso do CDS “atou Portas a ir coligado com o PSD às eleições de 2015”, com Passos Coelho na liderança do PSD e Portas na liderança do CDS.
Marcelo: Eleições europeias são “uma sondagem fundamental” para as legislativas de 2015
Negócios 13 de janeiro de 2014 às 10:58

Marcelo Rebelo de Sousa considera que as eleições europeias serão uma “sondagem fundamental” para as eleições legislativas de 2015, que deverão contar com a actual coligação entre o CDS e o PSD.

 

“Portas começou [no domingo] a campanha eleitoral. Com o fim da troika, com o pós-troika, e com a necessidade que tem a coligação de se testar para as legislativas de 2015, (as eleições europeias) são uma sondagem fundamental para as legislativas, porque no fundo isto é um ensaio geral para as legislativas”, disse Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal à TVI.

 

O antigo líder do PSD reconhece que os sinais “estão a melhorar”, tanto na Europa como em Portugal, “mas não entram logo na vida das pessoas, ninguém come estatísticas”. “A dúvida é esta: estes sinais positivos vão aparecer a um ritmo mais rápido do que a insatisfação que permanece vinda do passado ou a insatisfação ainda vai pesar mais no momento das eleições (europeias)? Em cada país quem é que vai polarizar a insatisfação ou a satisfação? Vai ser uma luta económica, social, mas muito política”, questionou.

 

O social-democrata afirmou ainda que o Congresso do CDS “atou Portas a ir coligado com o PSD às eleições de 2015”, com Pedro Passos Coelho na liderança do PSD e Paulo Portas na liderança do CDS. No entanto, nenhum dos dois dirigentes deve “deitar foguetes” antes do tempo.

 

“Paulo Portas e Passos Coelho não podem deitar foguetes apesar de a situação económica na Europa e em Portugal lhes ser favorável, porque gerem politicamente de forma às vezes desastrosa as suas medidas. Não é só números, é gestão política. Paulo Portas é um bocadinho mais sensível, Passos Coelho está a cumprir uma missão nacional, é mais racional e mais frio”, sublinhou o comentador. “Seguro vai-se aguentando, mas a própria convenção que agora lança é uma coisa que não apaixona ninguém. É gente que pensa muito bem, mas não sei se pensa muito em termos de empatia popular”.

 

No comentário de domingo, Marcelo Rebelo de Sousa comentou ainda a nomeação de José Luís Arnaut para o conselho consultivo internacional do Goldman Sachs. “Há que reconhecer que ir para um conselho daqueles merece um comentário positivo porque não é toda a gente que vai. É positivo para ele, e reflexamente é bom para Durão Barroso, ter um homem de confiança numa posição daquelas”, referiu. “É bom também para o Goldman Sachs, porque Arnault esteve em todas as privatizações do lado do Estado vendedor, ou dos privados interessados. Por outro lado, tem peso no partido, que por sua vez tem peso no governo”.

 

Contudo, o comentador não acredita que seja uma nomeação penalizadora para o governo. “Acho que há coisas mais decisivas como a tratamento dos pensionistas e da Função Pública. A sensibilidade social pesa mais do que isto”, concluiu.




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