União Europeia Mattarella dará tempo ao 5 Estrelas e ao Partido Democrata para negociarem acordo

Mattarella dará tempo ao 5 Estrelas e ao Partido Democrata para negociarem acordo

O presidente italiano quer evitar eleições antecipadas no país e prefere a criação de uma solução governativa que termine os restantes três anos e meio de legislatura.
Mattarella dará tempo ao 5 Estrelas e ao Partido Democrata para negociarem acordo
Negócios 21 de agosto de 2019 às 09:30
Perante a demissão do primeiro-ministro, o presidente italiano, Sergio Mattarella, quer dar tempo ao Movimento 5 Estrelas - atual parceiro de coligação da Liga, partido que despoletou a queda do Governo - e ao Partido Democrata (de centro-esquerda) para negociarem um acordo que evite a realização de novas eleições. 

A notícia é avançada pelo jornal italiano Corriere della Sera, que diz que Mattarella dará dias aos partidos e não semanas. Esta quarta-feira, o presidente italiano começará as audições com os líderes partidários para avaliar se haverá uma nova coligação de Governo ou se o país terá mesmo de ir para eleições antecipadas.

Estas são as duas principais opções que o presidente - que é quem tem o poder de nomear governos ou marcar eleições em Itália - tem em cima da mesa depois de ontem o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, ter apresentado a sua demissão. Está, assim, iminente a queda do Governo de coligação entre a Liga e o Movimento 5 Estrelas que foi criado em junho de 2018. 

De acordo com a Bloomberg, os órgãos do Partido Democrata vão reunir-se ao final desta quarta-feira para decidir qual será a estratégia de negociação com o 5 Estrelas. Os dois partidos já estiveram nos últimos dias a negociar informalmente após a Liga ter anunciado que ia levar ao Parlamento uma moção de desconfiança ao Executivo.

Para Matteo Renzi, ex-primeiro-ministro do Partido Democrata, onde tem uma voz influente, é preciso tentar formar um Governo, "se possível", disse à France 2 TV. A confirmar-se uma coligação, este será o 67.º Governo italiano desde a Segunda Guerra Mundial.

A expectativa de que seja possível haver uma coligação entre esses dois partidos está a beneficiar os juros da dívida italiana que continuam a descer. Os investidores mostram assim que preferem um Governo de compromisso até ao final da legislatura em vez da realização de eleições que poderiam resultar na vitória de Matteo Salvini, líder da Liga, que está atualmente à frente das sondagens. Ontem os juros a dez anos chegaram a tocar em mínimos de 2016.

Ontem, o ministro das Finanças alemão - que é do SPD, partido da mesma família europeia do Partido Democrata italiano - pronunciou-se sobre Itália, referindo que era provável existir uma coligação no país. "Parece que um novo Governo, talvez com uma composição diferente, irá emergir", disse Olaf Scholz a um canal de televisão alemão, segundo a Reuters.



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