União Europeia Migrações: Comissão Europeia admite desapontamento com falta de acordo na União Europeia

Migrações: Comissão Europeia admite desapontamento com falta de acordo na União Europeia

O comissário europeu das Migrações disse hoje, em Bruxelas, que ficou desapontado com a falta de acordo entre os ministros do Interior da União Europeia sobre a relocalização de mais 120 mil refugiados entre os Estados-membros.
Migrações: Comissão Europeia admite desapontamento com falta de acordo na União Europeia
Reuters
Lusa 15 de setembro de 2015 às 09:30

Numa audição no Parlamento Europeu, Dimitris Avramopoulos disse aos eurodeputados que ficou "muito desapontado" com a reunião extraordinária de segunda-feira, pois "esperava mais apoio por parte de todos os Estados-membros" em torno da proposta apresentada na semana passada pelo executivo comunitário, para distribuir entre os 28 mais 120 mil refugiados, além dos 40 mil já acordados em Julho passado.

 

"Sim, a maioria foi muito prestável. Mas não fiquei contente por ver alguns países a pensar de uma forma mais nacional do que europeia", declarou, sem mencionar nenhum Estado-membro em particular.

 

Avramopoulos garantiu, todavia, que "a Comissão está determinada" e vai continuar a trabalhar para o mesmo objectivo.

 

"Não conseguimos ainda o acordo que queríamos, mas vamos voltar e tentar de novo", asseverou.

 

Intervindo também no debate, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, advertiu igualmente que "a falta de unidade interna" na União Europeia "tem consequências" na sua imagem externa e na eficácia da sua acção externa.

 

No debate participará também o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, que na véspera apelara aos 28 para "pôr a casa em ordem" e terminar com a situação de caos atual.

 

Na reunião extraordinária de segunda-feira dos ministros do Interior da União Europeia, os '28' foram incapazes de chegar a um acordo sobre o plano de redistribuição de mais 120 mil refugiados proposto pela Comissão Europeia, que Portugal apoiava, sobretudo devido a entraves colocados por Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia.




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