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Negociações de governo na Alemanha entram na fase "onde mora o Diabo"

Após a aprovação formal das bases, CDU/CSU e SPD entram agora na derradeira fase de negociação de um Governo de coligação que poderá só ver a luz do dia em Dezembro.

Reuters
Negócios 21 de Outubro de 2013 às 12:29
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A aliança conservadora liderada pela chanceler Angela Merkel (CDU/CSU) e os sociais social-democratas do SPD preparam-se para abrir nesta semana uma nova fase das negociações com vista à formação de um governo de coligação que poderá só estar concluído em Dezembro.

 

Depois de as respectivas bases partidárias terem ratificado a decisão dos seus líderes de tentar uma nova “grande coligação”, como a que governou a Alemanha entre 2005 e 2009, chega agora a fase delicada dos detalhes – a tal onde a sabedoria popular diz morar o Diabo.

 

Segundo escreve o "Der Spiegel", o SPD leva para as negociações uma dezena de reivindicações onde se incluem aumentos de impostos, a fixação de um salário mínimo nacional de 8,50 euros/hora, um imposto mais amplo sobre transacções financeiras, investimentos em infra-estrutura, e uma estratégia de crescimento para a Europa.

 

Particularmente controversas prometem ainda ser as negociações sobre as políticas energéticas (em concreto, como e em que proporção devem os consumidores subsidiar a mudança para as energias renováveis ) e em torno da crescente participação privada nos sistemas de seguro na saúde.

 

“Agora chega a parte mais dura”, afirmou nesta segunda-feira Volker Bouffier, membro da CDU e ministro-presidente do Estado de Hesse. “Estamos dispostos a fazer compromissos, mas esperamos o mesmo da parte do SPD”, acrescentou, citado pela Bloomberg.

 

Ao contrário do que sucedeu em 2005, nesta provável segunda "grande coligação" os sociais-democratas entram em clara desvantagem: recolheram nas eleições de 22 de Setembro domingo 25,7% dos votos, quase 16 pontos percentuais abaixo da CDU. Em 2005, quando se registou um quase empate técnico, o SPD ficou com o Ministério das Finanças (então com Peer Steinbrück, o grande derrotado nestas eleições) mas, desta feita, esta pasta crucial dificilmente sairá das mãos da CDU. A maioria das apostas vai no sentido de que manterá nas mãos do veterano Wolgang Schäuble, mas há quem avente que, devido à débil saúde do ministro, poderá transitar para Jörg Asmussen, membro da comissão executiva do BCE e próximo do seu presidente, Mário Draghi.

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