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Novo primeiro-ministro italiano quer apoio da Europa a políticas de crescimento

“Morreremos apenas com consolidação orçamental; políticas de crescimento não podem esperar mais”, disse Enrico Letta, no primeiro discurso perante o Parlamento italiano.

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Negócios 29 de Abril de 2013 às 16:32
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O novo primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, quer que a Europa apoie políticas de crescimento e diz que tentará mobilizar os seus principais parceiros para a necessidade de pôr menos ênfase nas políticas de saneamento das contas públicas.

 

No seu primeiro discurso perante o Parlamento italiano, o novo líder do Governo anunciou que ainda nesta semana visitará líderes europeus em Bruxelas, Paris e Berlim para demonstrar a importância que a Itália atribuiu a uma estratégia económica articulada ao nível da União Europeia.

 

Letta qualificou de “séria” a situação da economia italiana, uma das mais endividadas da Europa, mas considera que é chegado o momento de mudar de foco. “Morreremos apenas com consolidação orçamental; políticas de crescimento não podem esperar mais”, disse Enrico Letta, citado pela Reuters.

 

"A Europa está em crise de legitimidade, justamente quando os seus cidadãos mais precisam dela. Faz falta mais Europa", afirmou, acrescentando que "o destino de todo o continente está unido" e "não há vencedores nem vencidos". "Não há mais tempo. Muitas famílias e cidadãos estão mergulhados no desespero", sublinhou. Esta "vulnerabilidade" dos cidadãos pode transformar-se em "raiva e conflito", alertou, lembrando o tiroteio de domingo frente à sede do Governo italiano, em que um homem desempregado atingiu dois polícias.

 

Letta será recebido já na terça-feira pela chanceler alemã, Angela Merkel, com quem debaterá assuntos europeus.

 

O novo primeiro-ministro italiano disse ainda que fará um balanço da sua governação no prazo de 18 meses, admitindo a possibilidade de demissão caso as políticas e a própria coligação governamental não avancem como planeados. "Se as coisas não avançarem, assumirei as consequências", declarou. O primeiro acto anunciado pelo seu Governo foi o de acabar com a acumulação de salários por parte dos ministros que são também deputados.

 

O Governo de Letta é composto por técnicos e membros do Partido Democrático (esquerda), o Povo da Liberdade (direita) e a Eleição Cívica (centro).

 

 

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