União Europeia Parlamento francês aprova extensão por seis meses do estado de emergência

Parlamento francês aprova extensão por seis meses do estado de emergência

França já aprovou a extensão por mais seis meses do estado de emergência, depois do ataque a Nice.
Parlamento francês aprova extensão por seis meses do estado de emergência
Reuters
Sara Antunes 20 de julho de 2016 às 14:57

François Hollande admitiu na terça-feira, 19 de Julho, que o estado de emergência em França podia ser alargado por mais seis meses. Hoje foi a vez do Parlamento se pronunciar, aprovando esta medida.

 

Os deputados franceses votaram esta quarta-feira, 20 de Julho, a extensão do estado de emergência em França, com 489 votos a favor e apenas 26 contra, de acordo com a Reuters.

Esta é a segunda vez que Paris decide estender o estado de emergência, depois de França ter sido alvo de ataques terroristas. A expectativa era de levantamento do estado de emergência no dia 26 de Julho, antes do ataque de Nice, que vitimou mortalmente 84 pessoas.

Hollande, assegurou ontem em Lisboa, que a extensão não será feita a custo das garantias dos cidadãos. "Não vou acrescentar medidas às que já existem se não tiver a certeza de que serão necessárias e que não põem em causa as garantias de liberdade do país, que nos colocariam fora da situação do mundo democrático. Isso não", garantiu, afirmando que o seu dever de protecção da "casa que é a França" também inclui a protecção das garantias constitucionais do país.

Esta quarta-feira, Hollande foi alvo de críticas por parte dos deputados da oposição que acusam o Governo gaulês de ter feito pouco para evitar o ataque da semana passada em Nice.

Medidas que as autoridades podem adoptar quando é invocado o estado de emergência:

- Proibição da circulação de pessoas e veículos nos locais e horários previamente determinados

- Instituir por decreto zonas de protecção, ou de segurança, onde a permanência passa a estar regulamentada


- Interdição do acesso a toda ou qualquer parte do território a todas as pessoas que, de qualquer forma, coloquem entraves à acção dos poderes públicos


- Encerramento das fronteiras


- Encerramento, sempre que se justificar, de escolas, universidades, locais de diversão ou proibição de manifestações e greves. 

David Santiago




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