União Europeia Plano de Johnson para o Brexit prevê duas fronteiras durante quatro anos

Plano de Johnson para o Brexit prevê duas fronteiras durante quatro anos

O primeiro-ministro britânico irá apresentar nesta quarta-feira um plano de "duas fronteiras durante quatro anos" para pôr em marcha a saída do Reino Unido da União Europeia, avançou o The Telegraph.
Plano de Johnson para o Brexit prevê duas fronteiras durante quatro anos
Reuters
Carla Pedro 01 de outubro de 2019 às 22:57

O líder dos Conservadores e primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, vai apresentar nesta quarta-feira um plano para o Brexit que prevê "duas fronteiras durante quatro anos", avançou o The Telegraph, citando fontes conhecedoras do processo.

 

Este plano mantém a Irlanda do Norte, parcialmente, no mercado único da UE até 2025, diz o diário britânico.

Esta terça-feira, recorde-se, a Bloomberg noticiou que a União Europeia estará disponível para considerar um prazo limite em que vigoraria o "backstop" da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

E nos termos do plano do líder dos "tories", a Irlanda do Norte teria uma relação especial com a Europa até 2025, no entanto as trocas comerciais ficariam sujeitas a controlos aduaneiros.

 

Segundo o The Telegraph, o plano de Johnson – que nesta quarta-feira vai apresentar a Bruxelas sua "proposta final" para um acordo de saída – admite a necessidade de uma fronteira regulatória entre a Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte no Mar da Irlanda, durante quatro anos, e controlos aduaneiros entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

Após esses quatro anos, diz o plano, a Assembleia da Irlanda do Norte (um dos órgãos que compõem o poder legislativo da Irlanda do Norte) fica livre de escolher se pretende continuar alinhada com a União Europeia ou se prefere seguir as regras britânicas.

Boris Johnson disse hoje, na conferência do Partido Conservador britânico, que arrancou em Manchester no passado domingo, 29 de setembro, e que decorre até dia 2 de outubro, que vai tentar recuperar o controlo da agenda política depois de o ter "perdido" tanto no tribunal como em votação no parlamento britânico.

 

Esta terça-feira, o primeiro-ministro advertiu que abandonará a mesa das negociações com a UE e retirará o Reino Unido do bloco europeu sem um acordo no caso de Bruxelas não aceitar a sua proposta – num claro desafio ao que foi aprovado no parlamento britânico e que dita o adiamento do Brexit no caso de não haver acordo até 19 de outubro, que é o dia seguinte à cimeira europeia e data-limite para avançar com o divórcio no fim do mês.


(notícia atualizada às 23:10)




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