União Europeia Portugal anuncia acordo para acolher 10 migrantes do navio Aquarius

Portugal anuncia acordo para acolher 10 migrantes do navio Aquarius

Em nota enviada às redacções, o Ministério da Administração Interna revela ter chegado a acordo com as autoridades francesas e espanholas com vista ao acolhimento de 10 dos 58 migrantes que permanecem a bordo do navio Aquarius.
Portugal anuncia acordo para acolher 10 migrantes do navio Aquarius
Reuters
David Santiago 25 de setembro de 2018 às 15:25

O Governo português anunciou, através de comunicado enviado às redacções, ter chegado a acordo com França e Espanha para receber 10 dos 58 migrantes que continuam a bordo do navio Aquarius II. O Ministério da Administração Interna explica que este acordo se insere "no quadro da resposta solidária ao fluxo de migrantes que procuram chegar à Europa através do Mediterrâneo".

"Portugal continua a defender uma solução europeia integrada, estável e permanente para responder a este desafio migratório mas, por razões humanitárias e face à situação de emergência em que se encontram estas pessoas, manifesta mais uma vez a sua disponibilidade para, solidariamente e de forma concertada com Espanha e França, acolher parte do grupo de migrantes", acrescenta o comunicado.

O navio da organização não-governamental (ONG) continuava ao largo do Mediterrâneo à espera de autorização para atracar num porto. Nesta altura, o Aquarius II segue em direcção ao porto de Marselha, adianta o jornal italiano Corriere della Sera, isto depois de num pedido anterior para aceder àquele porto as autoridades francesas terem rejeitado invocando a necessidade de uma solução europeia para o problema. 

Em Junho, o então recém-empossado governo italiano de aliança entre o anti-sistema 5 Estrelas e o anti-imigração Liga, rejeitou que esta embarcação (na altura com mais de 600 migrantes a bordo) atracasse num porto italiano considerando que o fardo assumido por Roma no acolhimento de requerentes de asilo deve ser distribuído pelos restantes Estados-membros. Perante a polémica instalada entre Itália e Malta quanto à responsabilidade pela recepção daquelas centenas de migrantes, foi Espanha, por decisãp do na altura recém-empossado primeiro-ministro Pedro Sánchez, a aceitar que a embarcação atracasse no porto de Valência.
 
O ministro italiano do Interior e líder da Liga, Matteo Salvini, chegou a criticar alguns países da UE, incluindo Portugal, por não cumprirem a promessa de recepção de migrantes resgatados no Mediterrâneo. Dessas centenas de requerentes de asilo, Portugal ficou de acolher 50 migrantes, tendo na altura o Ministério liderado por Eduardo Cabrita garantido que essas pessoas chegariam a solo luso em Setembro

Já ao final da tarde desta terça-feira, através de comunicado conjunto dos gabinetes do ministro da Administração Interna e da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, o Governo revelou que chegaram hoje a Portugal 19 migrantes resgatados pelo navio Aquarius. Destes 19 migrantes, que vão ser acolhidos no concelho do Fundão, há 17 homens e duas mulheres, provenientes da Eritreia (14), Nigéria (3), Iémen (1) e Sudão (1).

(Notícia actualizada às 15:40 e novamente às 18:15 com novo comunicado)



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