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Presidente do Eurogrupo quer ouvir troika antes de se pronunciar sobre Orçamento português

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, escusou-se esta quinta-feira, em Bruxelas, a comentar o projecto de orçamento de Portugal para 2015 e as divergências em torno das previsões económicas, argumentando que só se pronunciará após ouvir as instituições da troika.

Ints Kalnins/Reuters
Lusa 06 de Novembro de 2014 às 16:39
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À entrada para uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, e ao ser questionado sobre se está preocupado com o projecto de Orçamento do Estado de Portugal para 2015, Dijsselbloem indicou que a discussão sobre os planos orçamentais dos Estados-membros só terá lugar mais perto do final do corrente mês, "com base nos pareceres da Comissão Europeia".

 

"Por agora, vou esperar primeiro pela opinião da Comissão, e depois falaremos no Eurogrupo", disse.

 

Instado a comentar se, tal como a troika, também considera irrealistas as projecções contidas na proposta de orçamento apresentada por Lisboa, insistiu que ainda não está em condições de formular uma opinião: "Não sei, vou ouvir as instituições e discutiremos no Eurogrupo".

 

Por fim, ao ser questionado sobre se partilha a preocupação manifestada na véspera pela Comissão Europeia relativamente ao abrandamento das reformas estruturais em Portugal desde a saída da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), remeteu também um juízo para uma fase posterior.

 

"Repito a minha resposta: vou informar-me com as instituições da troika primeiro e depois terei uma opinião", concluiu.

 

O Eurogrupo deverá apreciar numa reunião extraordinária agendada para 21 de Novembro os planos orçamentais dos países da Zona Euro, já com base nos pareceres que a Comissão Europeia deverá publicar até essa data.

 

Na quarta-feira, a troika pôs em causa a proposta de Orçamento do Estado para 2015 (OE2015) de Portugal, prevendo menos crescimento e mais défice do que o Governo, alertando para "uma pausa" no esforço de consolidação orçamental, e reiterando que Portugal "não cumpriu" os compromissos assumidos.

 

Seis meses depois do fim do Programa de Assistência Económica e Financeira, a troika voltou a Portugal para a primeira monitorização pós-resgate, missões que se deverão manter semestralmente até que o país reembolse a maioria do empréstimo, o que deverá suceder em meados da década de 2030.

 

Depois de ouvirem os argumentos incluídos na proposta orçamental do Governo para 2015, tanto Bruxelas como o Fundo concluíram que Portugal não está a cumprir.

 

O FMI diz mesmo que a proposta de Orçamento do Estado para 2015 "não está em linha" com os compromissos assumidos, enquanto a Comissão Europeia e o BCE consideraram que "o esforço para reduzir o défice estrutural orçamental subjacente diminuiu claramente", manifestando também "apreensão" com a diminuição "considerável" do ritmo de reformas estruturais em Portugal desde a saída da troika.

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