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Reino Unido e Estados Unidos chegam a acordo para bancos em falência

Os reguladores bancários britânicos e norte-americanos chegaram a um entendimento sobre um plano para lidar com os bancos com problemas.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2012 às 16:59
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Os reguladores bancários do Reino Unido e dos Estados Unidos anunciaram esta segunda-feira o primeiro plano transfronteiriço para lidar com a falência de bancos a nível mundial. Este plano prevê que os accionistas e os credores do sector de ambos os lados do Atlântico venham a assumir perdas – no caso de o banco enfrentar problemas de solvência - de forma a garantir que existe capital suficiente nas instituições para proteger os contribuintes, escreve o “Financial Times”(FT). A BBC adianta ainda, por outro lado, que um regulador nacional seria responsável pela supervisão da insolvência de um grande banco internacional em vez de entidades de diferentes países lidarem com as subsidiárias.

Para o vice-governador do Banco de Inglaterra, Paul Tucker, citado pelo FT, “todos os países partilham de um forte interesse público no desenvolvimento da capacidade de resolver problemas sistémicos nas instituições financeiras importantes de uma forma credível e eficaz”.

O vice-governador da autoridade monetária inglesa está a liderar os esforços internacionais que visam a criação de planos de emergência para as maiores 12 instituições norte-americanas e britânicas. Este plano para estes 12 bancos vai ainda ajudar a elaborar uma espécie de documento estratégico para os 16 bancos sistemicamente importantes sedeados em outros países.

Este documento estratégico aponta ainda, de acordo com a mesma fonte, que a gestão mais sénior pode ser removida da instituição financeira mas as funções críticas para o negócio continuam e as subsidiárias bancárias que estejam saudáveis – quer ao nível interno quer ao nível externo – vão ser autorizadas a manter a sua operação.

A BBC aponta ainda que, desta forma, é esperado que os governos parem de ter de intervir para apoiar o sector financeiro.

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