União Europeia Reino Unido recebe refugiados mas recusa participar nas quotas da UE

Reino Unido recebe refugiados mas recusa participar nas quotas da UE

Reino Unido, Irlanda e Dinamarca têm a possibilidade jurídica de não participar em políticas da União Europeia em matéria de asilo e imigração. Cameron confirmou esta quarta-feira que mantém a sua posição.
Reino Unido recebe refugiados mas recusa participar nas quotas da UE
Reuters
Negócios com Lusa 09 de setembro de 2015 às 16:35

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, repetiu nesta quarta-feira, 9 de Setembro, que recusa associar-se às quotas de refugiados nos países da UE, após a divulgação pelo presidente da Comissão Europeia de um plano de acolhimento de refugiados.

 

O plano apresentado hoje por Jean-Claude Juncker e destinado a distribuir com urgência 160 mil refugiados, não envolve o Reino Unido, isento das regras comunitárias em termos de imigração, o mesmo sucedendo com Irlanda e Dinamarca. Mas a oposição trabalhista voltou a exigir hoje que o Reino Unido participe neste processo, uma reivindicação rejeitada por Cameron.


"Se toda a atenção se concentrar nas quotas de redistribuição de refugiados na Europa, isso não resolverá o problema", referiu no decurso do debate semanal perante o parlamento, ao considerar ainda que "envia uma mensagem às pessoas de que é uma boa ideia fazer uma travessia perigosa num barco" em direcção à Europa.


"A Europa deve encontrar as suas próprias respostas para os países que integram Schengen. O Reino Unido, que dispõe das suas próprias fronteiras, tem a possibilidade de tomar decisões soberanas", acrescentou.


O primeiro-ministro conservador comprometeu-se na segunda-feira a acolher 20 mil refugiados no país num espaço de cinco anos, mas provenientes dos campos que se encontram na Turquia, Jordânia e Líbano, junto à fronteira síria, que transportará directamente para o seu território.

Interrogado sobre o número de refugiados que serão acolhidos este ano, Cameron recusou divulgar num número preciso mas disse "não existir limite em relação ao número de pessoas que poderão chegar no primeiro ano".




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