União Europeia Resultados finais do referendo conhecidos “à hora do pequeno-almoço”

Resultados finais do referendo conhecidos “à hora do pequeno-almoço”

No dia do referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia, as urnas vão estar abertas das 7:00 às 22:00. Sendo que, os resultados finais devem ser conhecidos “à hora do pequeno-almoço”.
Resultados finais do referendo conhecidos “à hora do pequeno-almoço”
Reuters

O referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) realiza-se na próxima quinta-feira, 23 de Junho. Nesse dia, as urnas abrem às 7:00 e os eleitores que se tenham registado para o efeito podem começar a votar. E têm até às 22:00 para responderem à seguinte questão: "Deve o Reino Unido continuar a ser um membro da União Europeia ou deixar a União Europeia?". 

De acordo com informações publicadas pela imprensa britânica, os resultados iniciais deste escrutínio podem vir a ser conhecidos durante a madrugada. Segundo o Independent, a comissão eleitoral, que está encarregue de supervisionar o referendo, "estima que o resultado final vá ser anunciado ‘à hora do pequeno-almoço’ na sexta-feira, 24 de Junho".

O mesmo órgão de comunicação social aponta que a contagem dos votos arranca assim que as urnas encerrarem e que "os resultados locais vão ser declarados à medida que as contagens estejam completas".

Apesar de faltarem poucos dias para a realização do referendo, ainda se vão realizar dois debates: um, esta segunda-feira e outro amanhã. Ontem, David Cameron, primeiro-ministro britânico, num programa da BBC invocou Winston Churchill para pedir aos britânicos para votarem pela permanência do país na UE.

"No meu escritório, estou sentado a alguns metros do gabinete onde Winston Churchill decidiu em Maio lutar contra Hitler. A melhor e maior decisão que, talvez, alguém tomou neste país. Ele não queria estar sozinho. Ele queria estar a lutar com os franceses, com os polacos e outros. Mas não desistiu. Ele não desistiu da democracia, ele não desistiu da liberdade", afirmou Cameron, citado pelo The Telegraph. "Queremos lutar por essas coisas hoje. Não se pode vencer se não se estiver na sala", acrescentou.

Ainda em destaque na imprensa britânica está o facto a retirada do apoio da Baronesa Warsi, antiga ministra dos Negócios Estrangeiros, à campanha pelo Brexit. De acordo com a Sky News, a antiga ministra do primeiro Executivo de Cameron era uma apoiante do Brexit mas disse que tomou a decisão de afastar-se dessa posição devido ao que descreveu como a propagação do "ódio e da xenofobia". O UKIP tem um cartaz que diz: "Breaking Point" e que mostra migrantes de cor a tentar entrar na Europa. E terá sido este slogan levou à decisão de sair. 


Reviravolta nas sondagens após morte de deputada

A tendência é inequívoca nas duas sondagens publicadas após o assassinato da deputada trabalhista e defensora da permanência do Reino Unido (RU) na União Europeia (UE), Jo Cox: o Brexit perdeu a dinâmica de subida registada uma semana antes e os partidários da permanência na UE voltaram a liderar, ainda que por uma margem muito escassa. O referendo realiza-se já nesta quinta-feira, devendo os resultados serem conhecidos nas primeiras horas do dia seguinte.

Uma sondagem realizada online pela YouGov para o Sunday Times, realizada entre 16 (dia em que Cox foi atacada) e 17 de Junho dão 44% à permanência na UE e 43% à saída do espaço europeu. Nas duas sondagens anteriores feitas pela mesma entidade, o Brexit liderava recolhendo a preferência de 46% (12 e 13 de Junho) e 44% (15 e 16 de Junho) dos eleitores britânicos.

Outro estudo de opinião, da Survation, realizado por telefone entre 17 e 18 de Junho e publicado pelo Mail on Sunday, revela a mesma tendência: os dois lados trocaram de posições e "ficar" na União Europeia passou a liderar com 45% dos votos, contra 42% dos que defendem a saída (no dia 15, a posição era simétrica).

 

 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI