União Europeia Socialistas e liberais garantem apoio. Von der Leyen mais perto de ser a 1.ª mulher a liderar a Comissão

Socialistas e liberais garantem apoio. Von der Leyen mais perto de ser a 1.ª mulher a liderar a Comissão

Os socialistas e dos liberais garantem que votarão a favor de Ursula von der Leyen, mas deve haver dissidentes. Ainda assim, a alemã está mais perto de ser a primeira mulher a liderar a Comissão Europeia.
Socialistas e liberais garantem apoio. Von der Leyen mais perto de ser a 1.ª mulher a liderar a Comissão
Reuters
Tiago Varzim 16 de julho de 2019 às 17:34
Os Socialistas & Democratas (S&D, da família do PS) e os Liberais (Renew Europe) garantiram há momentos que vão votar favoravelmente o nome de Ursula von der Leyen para presidente da Comissão Europeia, após a nomeação acordada pelos chefes de Estado no Conselho Europeu. A votação começou às 17:00 (hora de Lisboa) desta terça-feira, 16 de julho, e o resultado deverá ser conhecido às 18:30. 

Estes dois grupos parlamentares europeus juntam-se assim ao voto favorável do Partido Popular Europeu (PSD e CDS), o vencedor das eleições de maio, que é da família política de von der Leyen. Essas três famílias (que foram as mais votadas em maio) em conjunto têm votos suficientes para garantir uma maioria, mas deve haver dissidentes, principalmente nos socialistas europeus uma vez que os socialistas alemães (SPD) já se mostraram desfavoráveis à nomeação da ministra da Defesa alemã. 

A indicação do sentido de voto foi dado há momentos após uma longa sessão plenária de manhã em que Ursula von der Leyen dirigiu-se pela primeira vez a todos os eurodeputados e revelou as orientação políticas que pretende seguir nos próximos cinco anos caso seja aceite para a presidência da Comissão Europeia. Nesse debate, estas famílias políticas já tinham dado a entender que seriam favoráveis à sua nomeação. A concretizar-se, esta será a primeira vez que uma mulher vai liderar a Comissão Europeia.
Os socialistas europeus revelaram no Twitter que o seu voto será favorável, mas deixam desde logo um aviso: "Contudo, iremos estar vigilantes para assegurar que ela cumpre os compromissos progressistas que assumiu em resultado da nossa pressão".

Já o líder parlamentar dos liberais, Dacian Ciolos, escreveu que "há muito trabalho" por fazer e que o seu grupo está expectante para "trabalhar intensivamente" com Ursula von der Leyen para "levar a Europa para a frente". Em declarações aos jornalistas em Estrasburgo, citadas pelo Politico.eu, Ciolos disse esperar que "menos de cinco eurodeputados" do seu grupo vote contra von der Leyen.
Margarida Marques, eurodeputada do PS, publicou um vídeo onde demonstra o seu apoio à alemã. "Não votarei na senhora von der Leyen por ela ser uma mulher, mas é com satisfação que apoiarei a eleição de uma mulher para presidente da Comissão Europeia", afirmou a ex-secretária de Estado dos Assuntos Europeus. Os eurodeputados portugueses tiveram a oportunidade de confrontar a nomeada esta manhã.  
Certos são os votos contra dos Verdes (dos quais faz parte o PAN), que reiteraram hoje a posição já revelada na semana passada, e da Esquerda Unitária (GUE/NGL, do qual faz parte o BE e o PCP). Francisco Guerreiro, eurodeputado do PAN, revelou há momentos no Twitter que votou contra.

A extrema-direita unida no grupo Identidade e Democracia, onde se inclui os grupos de Matteo Salvini, Marine Le Pen e os alemães da AfD (Alternativa para a Alemanha), também deverá votar contra. 

Já os deputados do Movimento 5 Estrelas (Itália) deverão votar a favor assim como alguns membros do grupo dos Conservadores (onde está o Partido Conservador britânico).

Caso Ursula von der Leyen não consiga a aprovação - o que parece cada menos provável -, o Conselho Europeu terá de apresentar um novo nome até 30 dias depois. O próximo executivo comunitário deverá entrar em funções a 1 de novembro. (Atualizado às 17h40 com a confirmação do voto contra de Francisco Guerreiro)



pub

Marketing Automation certified by E-GOI