União Europeia Theresa May: “Não haverá tentativas para ficar na UE através da porta dos fundos”

Theresa May: “Não haverá tentativas para ficar na UE através da porta dos fundos”

Theresa May voltou a garantir esta quarta-feira que “Brexit significa Brexit” e que o Reino Unido não vai fazer “tentativas para ficar na União Europeia através da porta dos fundos”.
Theresa May: “Não haverá tentativas para ficar na UE através da porta dos fundos”
Chris Ratcliffe/Bloomberg
Ana Laranjeiro 31 de agosto de 2016 às 12:38

"Brexit significa Brexit". Esta foi a garantia deixada por Theresa May (na foto), primeira-ministra britânica, no primeiro encontro do seu gabinete após as férias de verão. O Reino Unido "não vai fazer tentativas para ficar na União Europeia através da porta dos fundos", acrescentou aos seus ministros, de acordo com o jornal The Guardian.

May sinalizou aos seus ministros que no encontro desta quarta-feira iam ser discutidos os próximos passos do Reino Unido na direcção da saída do bloco europeu e as oportunidades disponíveis enquanto é "criado um novo papel para o Reino Unido no mundo".


"Temos de continuar a ser muito claros: Brexit significa Brexit. E vamos fazer com que seja bem-sucedido. Isso significa que não vai haver um segundo referendo, não vai haver tentativas para ficar na União Europeia através da porta dos fundos e que vamos, de facto, cumprir isto", afirmou.


Durante o fim-de-semana, a imprensa britânica dava conta que a primeira-ministra britânica, Theresa May, convocou os seus ministros para o encontro desta quarta-feira depois de terem surgido notícias que sugeriam que uma divisão sobre se o Executivo deve, ou não, tentar negociar o acesso ao mercado único. O ministro britânico das Finanças, Philip Hammond, dizia a imprensa, é partidário de que o Reino Unido mantenha acesso ao mercado único em áreas específicas, como é o caso dos serviços financeiros.


Reino Unido não pode querer só "as coisas boas" da UE

No início desta semana, Sigmar Gabriel, ministro alemão da Economia, assumiu que "o Brexit é mau mas não vai prejudicar-nos tanto, em termos económicos, quanto alguns temiam – é mais um problema psicológico e um grande problema político".


"Se organizarmos o Brexit da forma errada, então estaremos em dificuldades, por isso, temos de assegurar-nos que não deixamos o Reino Unido manter as coisas boas, por assim dizer, relacionadas com a Europa enquanto não assumirem responsabilidades", acrescentou.




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