União Europeia Theresa May quer restrições à migração da UE para o Reino Unido nas negociações

Theresa May quer restrições à migração da UE para o Reino Unido nas negociações

A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou esta quinta-feira estar empenhada em obter restrições à migração da União Europeia nas suas negociações para a saída do Reino Unido do bloco europeu.
Theresa May quer restrições à migração da UE para o Reino Unido nas negociações
Peter Nicholls/Reuters
Negócios com Lusa 21 de julho de 2016 às 21:02

"A mensagem que o povo britânico deu no seu voto para o Reino Unido sair da União Europeia é muito clara e devemos introduzir algum controlo ao movimento de pessoas provenientes da União Europeia para o Reino Unido", afirmou Theresa May, em conferência de imprensa conjunta com o Presidente francês, François Hollande.

 

Theresa May deslocou-se esta quinta-feira a Paris, depois de quarta-feira ter estado em Berlim, onde se reuniu com a chanceler alemã, Angela Merkel.

 

O chefe de Estado francês, François Hollande, afirmou que o Reino Unido vai ter de escolher entre permitir a livre circulação de europeus no Reino Unido ou comércio restringido com a União Europeia. "É o ponto mais crucial. Os britânicos têm de escolher ficar no mercado único e aceitar a livre circulação de pessoas ou ter outro estatuto", afirmou o Presidente.

 

No encontro, François Hollande acordou dar tempo ao Reino Unido para preparar a separação da União Europeia, mas "quanto mais cedo, melhor".

 

Os britânicos "precisam de tempo" para invocar o artigo 50.º do Tratado de Lisboa e preparar as negociações que se iniciam a partir daquele momento e que devem durar no máximo dois anos.

Já ontem, na sua estreia no Parlamento como primeira-ministra, May insistiu na necessidade de a negociação para a saída da União Europeia reflectir as preocupações com a livre circulação de pessoas deixada no referendo do Brexit, mas também garantir "o melhor acordo" em termos comerciais para o Reino Unido.

 

"O que precisamos de fazer na negociação do acordo é assegurar que ouvimos o que as pessoas disseram [no referendo] sobre a necessidade de controlar a liberdade de circulação, mas também que negociamos o melhor acordo para o comércio de bens e serviços para o povo britânico", afirmou.

 

"O referendo enviou uma mensagem clara sobre a imigração, o povo queria o controlo da liberdade de circulação de pessoas da União Europeia e é isso que vamos conseguir," assegurou.

 




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