União Europeia UE vê Nobel da Paz como estímulo para ultrapassar a crise

UE vê Nobel da Paz como estímulo para ultrapassar a crise

Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, sublinha que a Europa está a ser posta à prova, e que está a trabalhar arduamente para vencer a crise.
UE vê Nobel da Paz como estímulo para ultrapassar a crise
Rita Faria 10 de dezembro de 2012 às 13:44

Os líderes da União Europeia aceitaram o Prémio Nobel da Paz com a promessa de controlar a crise económica que ameaça atrasar a busca de seis décadas por um continente mais unido.

“O teste a que a Europa está hoje sujeita é real”, afirmou Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, durante o seu discurso na cerimónia de entrega do Nobel, em Oslo. “Respondemos com as nossas acções, confiantes que seremos bem-sucedidos. Estamos a trabalhar arduamente para ultrapassar as dificuldades, e restaurar o crescimento e o emprego”.

Citando Konrad Adenauer, Wisnston Churchill, Abraham Lincoln e Jean Monnet, Van Rompuy disse que o bloco dos 27 países precisa de se comprometer com grandes objectivos, face ao problema da recessão e do elevado desemprego.

“Estamos a ser atingidos pela pior crise económica em duas gerações, que está a causar grandes dificuldades às pessoas, e a testar os laços políticos das nossas nações”, acrescentou o presidente do Conselho Europeu.

Também José Manuel Durão Barroso, que falou à imprensa portuguesa em Oslo, poucas horas antes de receber o Nobel da Paz em nome da UE, disse que o prémio é "um estímulo, um encorajamento e, com certeza, um aviso".

"Aceitamos este prémio com muita honra, com um reconhecimento daquilo que foi feito ao longo destes 60 anos, mas também como um encorajamento para o futuro", acrescentou o presidente da Comissão Europeia.

A cerimónia de entrega do Nobel da Paz à União Europeia teve início às 13:00 locais (12:00 em Lisboa). O prémio foi entregue ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, em conjunto com os presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

O Comité Nobel norueguês atribuiu o Nobel da Paz à União Europeia pelo seu contributo para a paz e a reconciliação, a democracia e os direitos humanos.

A escolha suscitou polémica, numa altura em que a Europa enfrenta uma crise financeira que tem vindo a testar o espírito de solidariedade entre os países ricos do norte da Europa e os estados do sul endividados, submetidos a programas de austeridade.

O Prémio Nobel da Paz é constituído por um diploma, uma medalha de ouro e um cheque de 930.000 euros, verba que a UE já anunciou que vai doar a projectos de apoio a crianças vítimas da guerra e de conflitos armados.

A União Europeia é a vigésima primeira organização internacional a receber o prémio desde 1901.




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