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Van Rompuy diz que desemprego na UE não vai diminuir “drasticamente” no próximo ano

O presidente do Conselho Europeu afirma que a União Europeia deverá crescer no próximo ano. Contudo, o avanço económico não vai ser o suficiente para reduzir a taxa de desemprego de forma substancial.

Rompuy: "Não tenho a certeza que vamos superar o problema da Grécia"
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 15:54
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Herman Van Rompuy aponta para um crescimento económico da União Europeia (UE) entre 1,0% e 1,5% no próximo ano. No entanto, segundo o presidente do Conselho Europeu, este crescimento não vai ser suficiente para reduzir, de forma considerável, o nível de desemprego que se verifica por toda a Europa.

 

“Teremos crescimento no próximo ano, mas não vai ser suficiente para diminuir drasticamente o desemprego”, afirmou Van Rompuy esta segunda feira na cimeira do G8, que se realiza na Irlanda do Norte.

 

“Embora [o crescimento] seja positivo - entre 1,0% e 1,5% - não vai ser suficiente para diminuir o desemprego, especialmente o desemprego jovem”, sublinha o Van Rompuy, citado pela Bloomberg.

 

As projecções mais recentes da Comissão Europeia apontam que a economia da EU se expanda 1,4% em 2014 e a Zona Euro 1,2%.

 

Os últimos divulgados pelo Eurostat revelam que em Abril existiam 26,6 milhões de desempregados na UE, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 11,0%. Na zona comunitária o número de cidadãos sem emprego ascendia aos 19,4 milhões, o equivalente a 12,2%.

 

Isolando os desempregados com idades inferiores a 25 anos, as taxas disparam. Em Abril, a taxa de desemprego jovem ascendia a 23,5% na UE e a 24,4% na Zona Euro.

 

No seu discurso, Van Rompuy declarou também que o “perigo existencial” do euro já não se coloca. “O euro já não está sob ameaça existencial, uma vez que a estabilidade financeira foi restabelecida, os défices estão a ser reduzidos, a competitividade está a aumentar e, como resultado, as exportações estão a recuperar”, disse o presidente do Conselho Europeu, cita o “The Guardian”.

 

“As nossas economias vão sair mais fortes da crise da Zona Euro, mais integradas. Não há comparação entre a situação de hoje e a situação de há nove meses, quando o euro estava sob ameaça existencial. Hoje já não é mais o caso”, reiterou Van Rompuy.

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