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Governo alemão: Mudanças na Grécia não devem ser um fardo para os contribuintes europeus

O número dois do Executivo de Angela Merkel garante respeitar a "decisão democrática" do povo grego, mas revelou preocupação sobre a recente mudança de Governo.

André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 29 de Janeiro de 2015 às 10:24
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O Governo alemão considera que as mudanças políticas na Grécia não devem ser um fardo para os contribuintes europeus. Num discurso no Bundestag, o parlamento alemão, o vice-chanceler considera que a Grécia está errada ao apontar a troika como responsável pelos seus problemas.

 

"Todos os povos democráticos devem respeitar a decisão democrática dos eleitores e do direito de um Governo recém-eleito de decidir o seu curso", disse Sigmar Gabriel esta quinta-feira, 29 de Janeiro, citado pela Reuters.

 

"Mas o resto dos cidadãos europeus não devem ter que esperar que as mudanças na política grega os sobrecarreguem", sublinhou.

 

Sigmar Gabriel, líder do SPD alemão que governa em coligação com a CDU, reconheceu que os gregos sofreram muito nos últimos anos, mas que as reformas feitas estão a gerar resultados.

 

O também ministro da Economia revelou desejar que a Grécia se mantenha na Zona Euro, mas, para tal, o Governo de Alexis Tsipras deve cumprir os seus compromissos.

 

Berlim está bastante atenta ao desenrolar da situação política na Grécia. O Governo alemão veio ontem a público dizer que aguarda que Atenas apresente a sua "abrangente estratégia económica e financeira rapidamente".

 

O porta-voz de Angela Merkel, Steffen Seibert, disse que Berlim quer perceber como é que Atenas vai "proceder em relação à continuação do actual programa e como vai a Grécia cumprir as suas obrigações".

 

Este foi o segundo recado a Atenas no espaço de um dia, por parte de Sigmar Gabriel, depois de ontem ter lançado um sério aviso à Grécia. "O Governo grego não pode atirar para os contribuintes e para os trabalhadores dos países vizinhos responsabilidades que não quer assumir", disse na quarta-feira, 29 de Janeiro, citado pela Reuters. 

  

"É claro que devemos procurar manter a Grécia na Zona Euro. Mas também é claro que temos de ser justos com a nossa própria população e com a de outros Estados da Zona Euro", afirmou.

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