Crescimento da Zona Euro revisto em baixa para 2,1% no segundo trimestre

O Eurostat reviu em baixa o crescimento tanto da Zona Euro como da União Europeia de 2,2% para 2,1% no segundo trimestre.
Reuters
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Rita Faria 07 de setembro de 2018 às 10:24

Tanto a Zona Euro como a União Europeia cresceram 2,1% no segundo trimestre deste ano, abaixo do avançado em Agosto pelo Eurostat, que apontava para um crescimento de 2,2%. Nos primeiros três meses do ano, a economia da moeda única registou um crescimento homólogo de 2,4% e a UE de 2,3%, pelo que o segundo trimestre representou uma desaceleração.

 

Na comparação com o trimestre anterior, a estimativa do gabinete estatística da União Europeia mantém-se inalterada em 0,4%, tanto para a Zona Euro como para a UE.


 

O Eurostat revela que o crescimento dos gastos das famílias desacelerou de 0,5% entre Janeiro e Março para 0,2% na Zona Euro e 0,3% na UE, no segundo trimestre. Já a formação bruta de capital fixo acelerou de 0,3% para 1,2% em ambas as regiões. As exportações aumentaram 0,6% na região da moeda única e 0,2% na União Europeia depois das quebras de 0,7% e 0,5%, respectivamente, e as importações subiram 1,1% na Zona Euro e 0,9% na UE.

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"As despesas de consumo das famílias contribuíram positivamente para o crescimento do PIB na Zona Euro e na UE e a contribuição da formação bruta de capital fixo também foi positiva em ambas as áreas", refere o Eurostat. "A contribuição do saldo externo para o crescimento do PIB foi negativa para ambas as áreas".

Portugal nos oito que menos crescem na Europa

 

Apesar de o PIB português ter crescido 2,3%, ligeiramente acima da média da União Europeia, o país está entre os oito piores desempenhos da região.

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Abaixo de Portugal encontrasse a Bélgica (1,4%), Dinamarca (0,6%), Grécia (1,8%) e Reino Unido (1,3%) e também as maiores economias do euro como a Alemanha (1,9%), França (1,7%) e Itália (1,2%).

 

Na comparação em cadeia, Portugal também fica acima da média de ambas as regiões, com uma subida do PIB de 0,5% face aos primeiros três meses do ano.

 

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Nesta análise, e tendo em contas os Estados-membros para os quais existem dados, os maiores crescimentos foram registados em Malta (1,9%), Estónia e Roménia (1,4%) e os mais baixos na Dinamarca, Grécia, França e Itália (todos com uma subida de 0,2%).


(Notícia actualizada às 10:39)

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