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A receita de Paul Krugman para salvar a Zona Euro

O prémio Nobel defende uma união bancária efectiva, acompanhada de uma união orçamental e de mais inflação.

Bruno Simão/Negócios
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A união monetária europeia acabou por correr muito pior do que até os cépticos imaginavam nos anos 1990, mas agora que o mal está feito e o euro circula por 19 economias e  conquistou as populações, o melhor é tentar salvá-lo e melhorar a arquitectura da Zona Euro. As prioridades devem ser a união bancária, uma união orçamental e uma aceleração da inflação para valores na casa dos 2%.

 

O diagnóstico e a receita para o resgate da Zona Euro é de Paul Krugman, o prémio Nobel da Economia, que visitou Lisboa para participar numa conferência de homenagem a Silva Lopes organizada pelo Banco de Portugal.

 

O economista norte-americano conheceu o português no final dos anos 1970 quando, enquanto aluno de doutoramento do MIT, visitou Portugal para avaliar os desafios económicos do país, nomeadamente na frente monetária e cambial.

 

Dessa altura, destacou o sentido de realidade e de apreciação da viabilidade política de Silva Lopes, que se lembra de ouvir muitas vezes dizer "é boa ideia, mas não é possível". Uma lição sobre a necessidade de saber esperar e avaliar a viabilidade política das opções económicas, descreveu.

 

Uma lição que o Prémio Nobel ainda hoje aplica, nomeadamente na análise à crise da Zona Euro.

 

Para Krugman o euro revelou-se uma experiência que correu mal e até "pior do que os cépticos imaginaram". "O ideal", defendeu, "seria voltar a 1992" e não avançar com a moeda única "mas, como diria  Silva Lopes, não é possível", ironizou.

 

Dadas as dificuldades legais, políticas e económicas que se colocam em acabar com o euro ou sair da moeda única, o economista norte-americano prefere manter a Zona Euro e tentar melhorar o seu funcionamento. Nesse sentido, defendeu a importância de uma união bancária completa ("com moeda única terá de acontecer", defendeu), aconselhou a evolução para uma "união orçamental" que permita suavizar choques assimétricos nas economias da Zona Euro ("o que não penso que aconteça nesta década") e destacou a importância de aumentar a inflação na Zona Euro para valores em torno de 2%. 

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