Zona Euro Alemanha disponível para trabalhar com novo Governo grego que "respeite compromissos"

Alemanha disponível para trabalhar com novo Governo grego que "respeite compromissos"

Porta-voz do Governo de Angela Merkel frisa que a Alemanha "respeita" a decisão do povo grego e que cooperará com o novo Executivo na expectativa de que se cumpra o acordado.
Alemanha disponível para trabalhar com novo Governo grego que "respeite compromissos"
Eva Gaspar 26 de janeiro de 2015 às 12:20

O Governo alemão "respeita" a decisão do povo grego e está "disponível" para trabalhar com o novo Executivo da Grécia, segundo afirmou o seu porta-voz, Steffen Seibert, no rescaldo das eleições que resultaram na vitória da coligação de esquerda radical, Syriza.

 

Esta manhã, em declarações à imprensa, o porta-voz do Executivo alemão afirmou que a Alemanha colaborará com o novo Governo, mas também disse ter a expectativa de que este cumpra o que foi prometido pela Grécia aos demais parceiros europeus a troco dos empréstimos que estes garantiram. "É importante que a Grécia cumpra os seus compromissos", disse Steffen Seibert.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros Frank-Walter Steinmeier, membro do SPD, parceiro junior na coligação de Governo em Berlim, bateu na mesma tecla: "Oferecemos cooperação mas esperamos que a Grécia respeite os seus compromissos".

 

O comissário alemão Gunther Öttinger, membro da CDU de Angela Merkel, afirmou, por seu turno, que o novo Governo em Atenas – uma coligação entre a extrema-esquerda (Syriza) e o jovem partido de direita (Anel) formado por dissidentes da Nova Democracia – "será tratado como os outros".

 

"Connosco não vai haver mais um corte da dívida", afirmou ainda Norbert Barthle, porta-voz do grupo parlamentar da CDU para as questões orçamentais, ao recusar que a política de ajustamento na Grécia tenha falhado. "É inegável que a Grécia passou por um dificílimo ajustamento, mas já se encontra no bom caminho"."Seria fatal colocar em causa os sucessos já alcançados", acrescentou.

 

Já ontem Jens Weidman, governador do banco central alemão, reagira à iminente vitória do Syriza, dizendo ser do interesse grego "continuar com as reformas" e "cumprir as condições do resgate". "Espero que o novo governo não ponha em causa o que se espera [dele] e o que já foi alcançado", disse o presidente do Bundesbank.

 

Alexiz Tsipras, que chefiará o novo Governo em Atenas, venceu as eleições garantido o fim da austeridade e prometendo bater-se pelo perdão "da maior parte" da dívida da Grécia. Mais de 60% da dívida grega que era detida por entidades privadas foi perdoada em 2012, na maior reestruturação da história, pelo que, neste momento, a maioria da dívida grega decorre de empréstimos "oficiais" garantidos dos Estados – membros do FMI e, sobretudo, membros da Zona Euro, que recusam perdoá-la. Em contrapartida, está prometido desde 2012 a possibilidade de uma terceira revisão das condições de pagamento dos empréstimos (prazos mais longos e eventualmente juros mais baixos) a partir do momento em que a Grécia apresente excedentes orçamentais primários sustentáveis.




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