Zona Euro Alemanha confirma que migrantes estão por detrás dos ataques em Colónia

Alemanha confirma que migrantes estão por detrás dos ataques em Colónia

Os ataques contra mulheres na passagem do ano estão a aumentar os episódios de violência contra migrantes e refugiados. Este domingo, um gangue feriu dois paquistaneses e um sírio.
Alemanha confirma que migrantes estão por detrás dos ataques em Colónia
Reuters
Rita Faria 11 de janeiro de 2016 às 10:58

O ministro alemão do Interior confirmou esta segunda-feira, 11 de Janeiro, que os crimes ocorridos na noite da passagem de ano, em Colónia, foram perpetrados por indivíduos de nacionalidade estrangeira, entre os quais migrantes que chegaram à Alemanha no último ano.

 

"Com base em depoimentos de testemunhas, no relatório da polícia de Colónia e em descrições feitas pela Polícia Federal, parece que os actos criminosos foram quase exclusivamente da responsabilidade de migrantes", declarou o ministro numa comissão especial sobre a violência em Colónia, citado pela Reuters.

 

"Todos os sinais apontam para que sejam norte-africanos e pessoas do mundo árabe", acrescentou Ralf Jaeger. "Com base no que sabemos agora, requerentes de asilo que chegaram no último ano estão entre os suspeitos".

 

Este domingo, a polícia de Colónia actualizou para 516 as queixas de violência ocorridas durante as festividades de Ano Novo, com 40% das vítimas a relatarem casos de agressão sexual. Várias testemunhas relataram que grupos de 20 a 30 jovens adultos "que pareciam ser de origem árabe" cercaram e agrediram as vítimas.

 

Os ataques contra mulheres em Colónia e outras cidades alemãs têm provocado um intenso debate sobre a política de "portas abertas" da chanceler Angela Merkel e uma série de episódios de violência contra refugiados e migrantes.

 

Segundo o jornal local Express, dois paquistaneses e um sírio ficaram feridos na sequência de um ataque violento em Colónia, este domingo, levado a cabo por gangues de "hooligans" que se organizaram, via Facebook, para uma verdadeira "caça ao homem".

 

O movimento político anti-Islão, PEGIDA, cujos apoiantes atiraram garrafas e petardos numa marcha em Colónia, antes de serem dispersados pela polícia de choque, vai realizar um comício na cidade alemã de Leipzig esta segunda-feira à noite.

 

 




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