Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

BCE contra abrandamento da austeridade nos países da Zona Euro

Joerg Asmussen, membro da direcção do BCE, mostrou-se hoje contra o abrandamento da austeridade, que segundo o próprio aumentará a turbulência nos mercados obrigacionistas de dívida pública.

Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 15:36
  • Partilhar artigo
  • 34
  • ...

Joerg Asmussen, membro da comissão executiva do BCE (Banco Central Europeu), afirmou que dar mais tempo a países como Espanha e Itália para equilibrarem as suas contas públicas aumentará o risco de turbulência nos mercados obrigacionistas de dívida pública nacional, segundo noticia a Bloomberg.

 

“Sem reformas estruturais adicionais  e um progresso imediato na consolidação orçamental, poderemos observar facilmente o renovar das tensões nos mercados obrigacionistas de dívida pública nacional ”, afirmou Asmussen esta segunda-feira, em Magdeburg, na Alemanha. “Fazer uma pausa e relaxar não é uma opção realista”, acrescentou o alemão.

 

Os países atingidos pela recessão ganharam uma maior liberdade orçamental em Maio quando a Comissão Europeia aliviou as metas para os défices em alguns países.

 

Seis trimestres seguidos de contracção económica na Zona Euro e uma taxa de desemprego jovem de 24% levou a que países como a Espanha e a França pedissem mais dois anos para atingirem os objectivos propostos para os seus orçamentos. Portugal, no âmbito do programa de ajustamento, também beneficiou de mais um ano (agora até 2015) para colocar o défice abaixo dos 3% do PIB

 

“Em tempos de pouco crescimento os pedidos de mais tempo e menos reformas aumentam a pressão”, segundo Asmussen, acrescentando que o debate na União Europeia que conduziu ao relaxamento “não é uma grande ajuda”.

 

Asmussen continua a pressionar os governos para concordarem com a reparação dos balanços dos seus bancos onde ainda persiste elevados níveis de crédito mal parado. O BCE prepara-se para no final do ano rever os balanços dos bancos, tomando a responsabilidade de supervisionar directamente cerca de 150 credores no próximo ano.

 

“É importante salientar que a reparação de activos deve ser levada a cabo, em primeiro lugar, pelos Estados-Membros”, afirmou Asmussen, acrescentando que um mecanismo de resolução na Zona Euro estará idealmente operacional na altura em que o BCE assumir a supervisão.

 

“Este cronograma ambicioso é exequível, caso os mecanismos de resolução sejam estabelecidos de acordo com as regras de direito da União Europeia”.

Ver comentários
Saber mais BCE Asmussen austeridade mercado das obrigações
Outras Notícias