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Banco de Espanha melhora estimativas de crescimento em 2017 para 2,8%

O banco central do país vizinho antecipa que a subida do PIB vai desacelerar para 2,3% em 2018 e para 2,1% em 2019. Já a taxa de desemprego deverá baixar para 16,7% no final deste ano.

Banco de Espanha
Susana Vera/Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 03 de Abril de 2017 às 16:15
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O Banco de Espanha está mais optimista sobre a evolução da economia do país vizinho nos próximos três anos, tendo revisto em alta as estimativas para o crescimento do PIB e melhorado as projecções para o desemprego.

 

O banco central prevê agora que a economia espanhola cresça 2,8% em 2017, uma melhoria de três décimas face à anterior estimativa (2,5%) publicada em Dezembro de 2016. Em 2018, o crescimento da economia espanhola deverá desacelerar para 2,3% e, em 2019, para 2,1%. Estes números também são mais optimistas, já que a anterior previsão apontava para subidas do PIB de 2,1% e 2%, respectivamente.

 

A suportar a revisão em alta das estimativas para este ano está sobretudo a melhoria das projecções para o consumo público e privado, e para as exportações, que o Banco de Espanha acredita que deverão aumentar 6,1%. As importações, por seu turno, deverão subir 5,2%, quando a anterior estimativa apontava para 3,7%.

 

No que respeita ao desemprego, Espanha também terá um desempenho mais positivo do que o esperado pelo banco central em Dezembro passado. Depois de se ter fixado em 18,6% no final de 2016, a taxa de desemprego deverá cair para 16,7% no final deste ano (três décimas abaixo da anterior projecção), para 15,4% em 2018 e para 13,9% em 2019.

 

No entanto, no relatório sobre as previsões macroeconómicas da economia espanhola, o Banco de Espanha sublinha que há riscos para as projecções do crescimento do PIB, que se prendem sobretudo com o "contexto externo".

 

"Recentemente, observou-se uma intensificação da propensão para a introdução de barreiras proteccionistas em algumas economias desenvolvidas. Uma materialização destas incidências daria lugar a um efeito adverso sobre o comércio mundial, que poderia ser especialmente pernicioso para uma economia como a espanhola, cuja recuperação foi muito favorecida pelo crescimento das exportações", refere o Banco de Espanha.  

 

Além disso, acrescenta o banco central, "o grau de incerteza em relação às implicações da saída do Reino Unido da UE continua a ser elevado, num contexto em que se desconhece a duração e o resultado das negociações bilaterais". 

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