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Barroso critica pequenos países europeus que se queixam dos que têm iniciativa

"Há uma tendência de países de pequena e média dimensão de só falar quando está em causa o interesse directo do seu país. É um erro, na minha opinião. Cada país deve afirmar o seu próprio conceito estratégico para a Europa", disse José Manuel Durão Barroso.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 26 de Fevereiro de 2015 às 14:10
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O ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso criticou hoje "a tendência" de alguns dos países pequenos e médios da União Europeia para se limitarem a uma agenda defensiva e se queixarem de outros que tomam a iniciativa.

 

"Há uma tendência de países de pequena e média dimensão de só falar quando está em causa o interesse directo do seu país. É um erro, na minha opinião. Cada país deve afirmar o seu próprio conceito estratégico para a Europa", disse José Manuel Durão Barroso.

 

"O que não parece correcto é, quando algum (país) faz isso, os outros queixarem-se", acrescentou.

 

Durão Barroso respondia a um estudante que, durante a sua "aula inaugural" na Universidade Católica de Lisboa, onde vai leccionar, lhe perguntou qual deve ser o contributo de Portugal para a integração europeia.

 

"Tomar iniciativa e não ter agendas meramente defensivas", respondeu o ex-presidente do executivo europeu, depois de dizer que é isso que "Portugal tem feito e deve continuar a fazer".

 

Na palestra que antecedeu a fase de perguntas e respostas, Durão Barroso referiu vários momentos dos dois mandatos em que chefiou a Comissão Europeia (2004-2009 e 2009-2014) para demonstrar a sua convicção de que "a Europa tem hoje muito mais poder do que alguma vez teve".

 

Criticando os que falam de um declínio europeu, Durão Barroso apontou a "dimensão continental" da UE actual, com 28 Estados membros, e a dimensão da economia europeia, "a maior economia do mundo", acrescentando que, aos críticos, "falta muitas vezes esta percepção".

 

"É do declínio da UE que falamos ou do declínio de alguns Estados membros?", questionou, recusando uma "tendência para idealizar o passado" de alguns Estados membros que, disse, sentiu por vezes terem uma "nostalgia negativa" de uma UE formada apenas por seis ou por 12 países.

 

"Era uma Europa mais aconchegada, mais 'cosy', só que não era a Europa", porque lhe faltavam os países do sul e do leste que lhe dão hoje uma dimensão continental, concluiu Barroso.

 

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