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BCE aumenta linha de emergência para bancos gregos para 75,5 mil milhões

O Conselho do banco central aumentou a linha de emergência de liquidez em 1,5 mil milhões dois dias antes do Eurogrupo, e num momento em que os depósitos na Grécia recuaram para mínimos de 10 anos.

André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 22 de Abril de 2015 às 14:14
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O Banco Central Europeu (BCE) voltou a aumentar a linha de financiamento para os bancos gregos, num momento de aperto financeiro para as instituições.

 

O Conselho do BCE aprovou o aumento da linha de emergência de liquidez (ELA) para as instituições helénicas esta quarta-feira, 22 de Abril. A linha foi aumentada em 1,5 mil milhões de euros para um total de 75,5 mil milhões de euros, avança a agência Bloomberg sem citar fontes.

 

A decisão foi tomada numa teleconferência realizada entre os seis membros da Comissão Executiva e os 19 governadores de bancos centrais do euro.

 

Foi no início de Fevereiro, após as eleições gregas, que o BCE deixou de aceitar dívida grega como colateral para financiar os bancos europeus. Apesar da decisão se estender a todos os bancos da região, os bancos gregos são os mais afectados pois são os que, precisamente, mais detêm dívida helénica nos seus cofres.

 

Para não deixar os bancos gregos sem financiamento, e com a fuga de depósitos em alta, o BCE abriu depois uma linha de liquidez de emergência no valor de 60 mil milhões de euros para a banca grega. A linha ELA (na sigla em inglês) é revista quinzenalmente pelo Conselho do BCE.

 

Agora, o aumento da linha de liquidez teve lugar dois dias antes do encontro do Eurogrupo onde a Grécia vai voltar a ser o grande tema em cima da mesa.

 

O ministro grego das Finanças veio a público na terça-feira descartar um acordo entre os parceiros europeus e o Governo grego na reunião de sexta-feira. Contudo, mostrou optimismo sobre o alcançar de um acordo no curto prazo. "Vai haver um acordo, um acordo amplo", disse Yanis Varoufakis.

 

Entretanto, o Governo grego admitiu hoje que lhe faltam 400 milhões de euros para satisfazer as necessidades deste mês, segundo o vice-ministro das Finanças helénico, Dimitris Mardas.

 

Ainda esta semana foi noticiado que o BCE pode vir a impor restrições nos empréstimos aos bancos gregos. Com as negociações entre Atenas e os parceiros europeus sem um fim à vista, existe um mal-estar crescente na cúpula do BCE sobre o financiamento aos bancos gregos.

 

Por isso, os técnicos do BCE elaboraram várias propostas para exigir mais garantias aos bancos gregos quando pedem dinheiro junto do BCE, através do banco central da Grécia, avançou a Bloomberg. Uma das propostas inclui reduzir a quantidade de dinheiro emprestada por determinada quantidade de colateral. 

 

A proposta ainda não aprovada, mas as restrições poderão avançar se as negociações entre Atenas e os parceiros europeus não chegarem a bom porto no curto prazo.

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