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Supervisor da banca europeia: "Os bancos gregos são muito fortes"

Os quatro principais bancos gregos afundaram mais de 25% na sessão de ontem levando o principal índice, o FTASE, a perder mais de 12%. No entanto, a máxima responsável pela supervisão da banca europeia defende a resiliência das instituições helénicas.

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Greek Banks Are Pretty Strong: Nouy
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 29 de Janeiro de 2015 às 09:14
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A tempestade abateu-se sobre os bancos gregos nos últimos dias, mas as instituições vão resistir e manter-se à tona. Esta é a crença da máxima responsável pela supervisão dos bancos europeus. Daniele Nouy defende que as instituições helénicas fizeram o seu trabalho de casa nos últimos anos e foram reforçadas.

 

"Os bancos gregos estão a enfrentar uma situação difícil agora devido às eleições, mas eles são muito fortes", disse a presidente do Mecanismo Único de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE) em entrevista à Bloomberg.

 

"Muito bom trabalho foi feito nos últimos anos para reforçar a folha de balanço. Eles vão superar esta crise como já superaram as anteriores", defendeu.

 

Os quatro principais bancos gregos afundaram mais de 25% na sessão de ontem levando o principal índice, o FTASE, a perder mais de 12%. Em apenas três dias, desde as eleições, os bancos gregos perderam 44%, com o seu valor de mercado a desvalorizar 11,5 mil milhões de euros. Os investidores receiam que o BCE feche a torneira do financiamento aos bancos gregos, se o Governo de Alexis Tsipras não chegar a acordo com a troika sobre o fim do programa de financiamento.

 

O BCE está a acompanhar de perto a situação na Grécia, garantiu a responsável, apontando que o banco precisa de "gerir as suas posições de liquidez de forma conservadora".

 

A incerteza em relação ao futuro da Grécia provocou uma fuga de depósitos do país. Desde o início de Janeiro que os bancos gregos perderam 11 mil milhões de euros, avança a Bloomberg. Só na semana passada, as fugas de depósitos alcançaram um valor superior ao registado em Maio de 2012 quando a Grécia vivia uma grave crise política.

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