Zona Euro Beppe Grillo: Parlamento de Itália pode funcionar sem novo Governo

Beppe Grillo: Parlamento de Itália pode funcionar sem novo Governo

O líder do Movimento 5 Estrelas, o humorista Beppe Grillo, propôs esta quinta-feira que, perante o bloqueio político saído das legislativas de Fevereiro, o parlamento de Itália realize a sua acção legislativa mesmo sem um novo Governo.
Beppe Grillo: Parlamento de Itália pode funcionar sem novo Governo
Lusa 28 de março de 2013 às 17:30

Numa entrada publicada no seu blogue, Grillo defende que seja devolvida ao parlamento a centralidade da vida da República, uma vez que, sustenta, Itália não está sem Governo porque o executivo de Mario Monti continua em funções.

 

"Se Itália está sem Governo (na verdade está em funções o Governo Monti) tem, no entanto, um parlamento que pode trabalhar desde já para mudar o país. Não é necessário um Governo para uma nova lei eleitoral ou para iniciar medidas urgentes para as pequenas e médias empresas ou para os cortes nas províncias", escreveu Grillo.

 

"Se quisesse, o parlamento podia discuti-las e aprová-las já amanhã. Faz-se passar a ideia de que, sem Governo, o país fica imóvel, congelado, à mercê de prémios de risco mais elevados e das agências de notação, mas não se diz que as leis para as reformas podem ser discutidas e aprovadas sem necessidade de um Governo", acrescentou.

 

As afirmações de Beppe Grillo foram conhecidas horas antes de o líder do centro-esquerda, Pier Luigi Bersani, ser recebido pelo presidente da República, Giorgio Napolitano, para lhe dar conta do resultados das consultas que realizou nos últimos dias para tentar formar um Governo.

 

Bersani, que tem maioria absoluta na Câmara dos Deputados mas não no Senado, viu recusado o pedido de apoio para a posse de um seu Governo, entre outros, pelo movimento de Grillo, que se diz unicamente disposto a acordos com os outros partidos lei a lei.

 

"O parlamento é soberano ou pelo menos devia ser. Há muito tempo, contudo, é um sítio onde não há representantes do povo mas políticos nomeados pelos partidos, e as leis, sob a forma de decretos, emanam do Governo e acabam por ser aprovadas sob a chantagem da questão da confiança", escreveu.




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