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Bruxelas favorável a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal

A Comissão Europeia mostrou-se favorável à extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos solicitada por Portugal, disse hoje o Comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários.

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Lusa 22 de Janeiro de 2013 às 13:43
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"Do ponto de vista da Comissão, o nosso entendimento, em princípio, deverá ser uma decisão favorável", tanto para os empréstimos concedidos ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) como do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira, afirmou Olli Rehn na conferência de imprensa que se seguiu ao final da reunião dos ministros das Finanças dos 27 (Ecofin), em Bruxelas.

 

O comissário disse que, durante a reunião de hoje, os ministros das Finanças da União Europeia (UE) confirmaram a sua "confiança crescente" no regresso de Portugal e da Irlanda aos mercados.

 

"O Ecofin confirmou a confiança crescente nestes países para conseguirem regressar aos mercados", disse Olli Rehn, acrescentando que um regresso bem-sucedido aos mercados da Irlanda e de Portugal é do interesse da UE no seu conjunto.

 

"Temos que apoiar a Irlanda e Portugal", disse ainda o comissário, referindo que uma eventual extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal e à Irlanda será analisada nas próximas semanas.

 

Rehn escusou-se a avançar mais detalhes sobre uma possível subida dos juros a pagar, afirmando ser "prematuro" fazê-lo neste momento e disse esperar que o tema volte a ser discutido no Ecofin de Março.

 

Na segunda-feira, o ministro português das Finanças disse, em Bruxelas, que pediu aos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal, de modo a facilitar o regresso aos mercados, afirmando ter a "expectativa fundada" do apoio dos seus parceiros do euro.

 

Vítor Gaspar indicou, na altura, que sublinhou, perante os seus homólogos, o facto de Portugal ser um país "que cumpriu e que cumpre" os seus compromissos do programa de ajustamento, e que a "forte capacidade de execução" permite que o país esteja agora "prestes a poder realizar emissões no mercado primário de obrigações".

 

 

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