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Bruxelas discorda de conclusões de relatório do FMI sobre Grécia

A Comissão Europeia disse hoje "discordar fundamentalmente" de algumas das conclusões do relatório divulgado na véspera pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que reconhece alguns "falhanços notáveis" no primeiro plano de resgate à Grécia.

Lusa 06 de Junho de 2013 às 13:05
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Questionado sobre o documento do FMI, no qual são também apontadas divergências entre o Fundo e os seus parceiros europeus da 'troika' - Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) -, o porta-voz dos Assuntos Económicos alegou que o relatório foi elaborado "por alguns técnicos do FMI" e não reflecte uma "posição oficial" da instituição, com quem, asseverou, o executivo comunitário mantém uma "relação de trabalho construtiva", incluindo no programa de assistência a Portugal.

 

Sublinhando que Bruxelas discorda de várias (e importantes) conclusões do documento, como a questão da reestruturação da dívida grega, Simon O'Connor garantiu ainda que o mesmo não alterará a forma de trabalho no seio da 'troika', considerando que a UE e o FMI estão a trabalhar muito bem, incluindo nos casos dos outros países sob programa de assistência financeira, designadamente Portugal e Irlanda.

 

O porta-voz do comissário Olli Rehn comentou a propósito que a 'troika', que agrupa Comissão, BCE e FMI, "não existia há três anos", e foi "erguida" de um momento para o outro para responder a uma situação de emergência, "sem precedentes", e revelou que o executivo comunitário também irá divulgar (em data ainda por definir) o seu próprio relatório sobre o trabalho com os seus parceiros da 'troika'.

 

Relativamente às conclusões do relatório do FMI divulgado na quarta-feira, disse que a Comissão está em "desacordo fundamental" com a questão da reestruturação da dívida grega -- que, segundo o documento, deveria ter tido lugar logo em 2010, e não apenas em 2012 -, pois, segundo Bruxelas, "o relatório ignora neste ponto a interconexão entre os Estados-membros da zona euro" e "o risco de contágio" que tal teria tido.

 

Outro elemento que a Comissão considera "totalmente errado e infundado" no relatório é a alegação de que não foi feito o suficiente para identificar reformas estruturais que promovessem o crescimento, acrescentou.

 

Um relatório do Fundo Monetário Internacional reconheceu na quarta-feira que o primeiro plano de resgate da Grécia em 2010 se saldou por "falhanços notáveis", devido a previsões de crescimento demasiado optimistas e a desacordos internos na 'troika'.

 

"Houve fracassos notáveis. A confiança dos mercados não foi restabelecida (...) e a economia foi confrontada com uma recessão bem mais forte do que estava previsto", indicou o FMI.

 

A Grécia foi alvo de um segundo resgate na primavera de 2012.

 

A 'troika' é composta por representantes do FMI, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

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